EAREsp 1607595 - ACORDAO
A Primeira Seção consolidou que, em situações de discussão sobre a constitucionalidade da alíquota progressiva do ITCMD submetida ao RE 562.045/RS, o termo inicial do prazo decadencial para lançamento complementar coincide com o trânsito em julgado da decisão que encerra a controvérsia (no caso, decisão em agravo de instrumento que aplicou o entendimento do STF); antes desse marco não havia inércia administrativa justificadora da contagem do prazo decadencial, pois o lançamento não poderia ser efetuado segundo o art. 173, I, do CTN. Ademais, o argumento de afastamento da multa por boa-fé foi considerado inovação recursal e precluso.
- Parties
- Agravante: LUCAS BELLO REDECKER; Agravado: Estado do Rio Grande do Sul
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno (em Embargos De Divergência Em Agravo Em Recurso Especial) / Julgado Pela Primeira Seção (sessão Virtual)
- Outcome
- Agravo interno negado provimento por unanimidade
- Legal Topics
- ITCMD, Lançamento Complementar, Prazo Decadencial, Alíquota Progressiva, Decadência, Multa Administrativa, Inovação Recursal, Dissídio Jurisprudencial
Case Brief
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Parties
LUCAS BELLO REDECKER
Agravante
Estado do Rio Grande do Sul
Agravado
Procedural Posture
Agravo Interno (em Embargos De Divergência Em Agravo Em Recurso Especial) / Julgado Pela Primeira Seção (sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 Qual o termo inicial do prazo decadencial para lançamento complementar do ITCMD quando pendente, à data da homologação da partilha, a definição quanto à constitucionalidade das alíquotas
- 2 Se a Fazenda poderia lançar o crédito tributário para evitar a decadência enquanto pendente decisão sobre a constitucionalidade da alíquota progressiva
- 3 Se é possível afastar a multa por boa-fé do contribuinte quando tal argumento é suscitada em agravo interno (possível inovação recursal)
Ratio Decidendi
A Primeira Seção consolidou que, em situações de discussão sobre a constitucionalidade da alíquota progressiva do ITCMD submetida ao RE 562.045/RS, o termo inicial do prazo decadencial para lançamento complementar coincide com o trânsito em julgado da decisão que encerra a controvérsia (no caso, decisão em agravo de instrumento que aplicou o entendimento do STF); antes desse marco não havia inércia administrativa justificadora da contagem do prazo decadencial, pois o lançamento não poderia ser efetuado segundo o art. 173, I, do CTN. Ademais, o argumento de afastamento da multa por boa-fé foi considerado inovação recursal e precluso.
Court Disposition
Agravo interno negado provimento por unanimidade
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
Full Case Text
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