REsp 2155104 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça conheceu do Recurso Especial apenas quanto à alegação de ofensa ao art. 1.026, §1º, do CPC/2015, e deu-lhe parcial provimento para afastar a multa por entender que não restou demonstrado o caráter protelatório dos embargos de declaração. O Tribunal afirmou que não compete ao STJ examinar alegada violação de dispositivos constitucionais e que a análise sobre a celebração do convênio e sobre a exigência de regime estatutário ou celetista para servidores incumbidos do lançamento do ITR deve ser aferida pela Secretaria da Receita Federal e segundo os limites do reexame permitido.
- Parties
- Recorrente: Município de Areiópolis; Recorrida: União
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 August 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão)
- Outcome
- Conhecido parcialmente o Recurso Especial apenas quanto à afronta ao art. 1.026, §1º, do CPC/2015; parcial provimento para afastar a multa por embargos de declaração.
- Legal Topics
- ITR, Convênio, Lançamento De Créditos Tributários, Servidor Estatutário Vs Celetista, Instrução Normativa RFB Nº 1.640/2016, Multa Por Embargos De Declaração (art. 1.026 Cpc)
Case Brief
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Parties
Município de Areiópolis
Recorrente
União
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão)
Legal Issues
- 1 Se servidor celetista (empregado público) pode exercer atribuições de lançamento e fiscalização do ITR para fins de celebração de convênio entre Município e SRF
- 2 Se a Instrução Normativa RFB nº 1.640/2016 e normas correlatas exigem que o agente responsável pelo lançamento seja ocupante de cargo público estatutário
- 3 Se os embargos de declaração opostos pela Recorrente eram protelatórios e se a multa do art. 1.026, §1º, do CPC/2015 foi aplicada corretamente
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça conheceu do Recurso Especial apenas quanto à alegação de ofensa ao art. 1.026, §1º, do CPC/2015, e deu-lhe parcial provimento para afastar a multa por entender que não restou demonstrado o caráter protelatório dos embargos de declaração. O Tribunal afirmou que não compete ao STJ examinar alegada violação de dispositivos constitucionais e que a análise sobre a celebração do convênio e sobre a exigência de regime estatutário ou celetista para servidores incumbidos do lançamento do ITR deve ser aferida pela Secretaria da Receita Federal e segundo os limites do reexame permitido.
Court Disposition
Conhecido parcialmente o Recurso Especial apenas quanto à afronta ao art. 1.026, §1º, do CPC/2015; parcial provimento para afastar a multa por embargos de declaração.
Orders
- Afastar a multa protelatória aplicada pela Corte regional com fundamento no art. 1.026, §1º, do CPC/2015.
- Publique-se.
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