REsp 2113920 - DECISAO

REsp 2113920 - DECISAO

Vinculado ao entendimento do Pleno que rejeitou a Arguição de Inconstitucionalidade, o Tribunal considerou constitucional a delegação prevista no art. 9º, § 1º, do Decreto-lei n. 1.351/74, mas concluiu que o Conselho Monetário Nacional não poderia subdelegar competência a órgãos administrativos para impor restrições ao benefício; assim, a Circular do Banco Central n. 2.661/1996, ao condicionar a fruição do benefício a prazo mínimo de 96 meses, extrapolou a competência delegada e tornou ilegítima a cobrança do Imposto de Renda retido na fonte relativa à operação descrita na inicial, razão pela qual se manteve a ilegalidade do ato coator e foi negado provimento ao recurso da Fazenda Nacional.

Parties
Impetrante: JEREISSATI CENTROS COMERCIAIS S.A.; Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Autoridade Coatora: Delegado da Receita Federal em Fortaleza/CE
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
08 February 2024
Procedural Posture
Recurso Especial (originário: Mandado De Segurança) / Decisão Monocrática Do Relator: Conhecido Em Parte E Negado Provimento
Outcome
Conheço em parte do Recurso Especial e niego-lhe provimento
Legal Topics
Imposto De Renda Retido Na Fonte, Remessa De Juros Ao Exterior, Delegação De Competência, Subdelegação, Legitimidade Ativa, Honorários Recursais

Case Brief

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Parties

JEREISSATI CENTROS COMERCIAIS S.A.

Impetrante

FAZENDA NACIONAL

Recorrente

Delegado da Receita Federal em Fortaleza/CE

Autoridade Coatora

Procedural Posture

Recurso Especial (originário: Mandado De Segurança) / Decisão Monocrática Do Relator: Conhecido Em Parte E Negado Provimento

  1. 1 Legalidade da cobrança de Imposto de Renda sobre juros remetidos ao exterior
  2. 2 Constitucionalidade da delegação, pelo Poder Executivo, ao Conselho Monetário Nacional, da competência para reduzir a alíquota do Imposto de Renda (art. 9º, §1º, Decreto-lei n. 1.351/74)
  3. 3 Possibilidade de subdelegação pelo CMN ao Banco Central do Brasil e validade da Circular BACEN n. 2661/1996 que impôs restrição (prazo mínimo de 96 meses)

Ratio Decidendi

Vinculado ao entendimento do Pleno que rejeitou a Arguição de Inconstitucionalidade, o Tribunal considerou constitucional a delegação prevista no art. 9º, § 1º, do Decreto-lei n. 1.351/74, mas concluiu que o Conselho Monetário Nacional não poderia subdelegar competência a órgãos administrativos para impor restrições ao benefício; assim, a Circular do Banco Central n. 2.661/1996, ao condicionar a fruição do benefício a prazo mínimo de 96 meses, extrapolou a competência delegada e tornou ilegítima a cobrança do Imposto de Renda retido na fonte relativa à operação descrita na inicial, razão pela qual se manteve a ilegalidade do ato coator e foi negado provimento ao recurso da Fazenda Nacional.

Court Disposition

Conheço em parte do Recurso Especial e niego-lhe provimento

Orders

  • Conheço em parte do Recurso Especial
  • Nego provimento ao Recurso Especial