AREsp 2804494 - ACORDAO

AREsp 2804494 - ACORDAO

O funcionário terceirizado que atua exclusivamente em agência de empresa pública federal (no caso, empregado da Par Corretora alocado na agência da Caixa Econômica Federal) pode ser equiparado a agente público para fins de responsabilização por atos de improbidade administrativa nos termos do art. 2º da Lei nº 8.429/1992; por isso, reconheceu-se a legitimidade passiva do réu e determinou-se a remessa dos autos ao Tribunal de origem para prosseguimento da ação de improbidade, ficando o agravo interno improvido.

Parties
Réu: Gustavo Antônio de Jesus; Parte: Ministério Público Federal; Empresa Prestadora De Serviços: Par Corretora; Empresa Pública Federal: Caixa Econômica Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
26 May 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Acórdão (sessão Virtual 15/05/2025 a 21/05/2025)
Outcome
Recurso especial parcialmente provido para reconhecer a legitimidade passiva do réu e determinar a remessa dos autos ao Tribunal de origem; agravo interno desprovido.
Legal Topics
Improbidade Administrativa, Enriquecimento Ilícito, Legitimidade Passiva, Equiparação De Terceiros a Agente Público, Prescrição Intercorrente

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 5 Authorities cited 18 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

Gustavo Antônio de Jesus

Réu

Ministério Público Federal

Parte

Par Corretora

Empresa Prestadora De Serviços

Caixa Econômica Federal

Empresa Pública Federal

Procedural Posture

Recurso Especial / Acórdão (sessão Virtual 15/05/2025 a 21/05/2025)

  1. 1 Possibilidade de equiparação de empregado terceirizado a agente público para fins da Lei n. 8.429/1992
  2. 2 Legitimidade passiva para responder por ato de improbidade administrativa
  3. 3 Aplicação dos arts. 1º, 2º e 3º da Lei n. 8.429/1992 e seus §§

Ratio Decidendi

O funcionário terceirizado que atua exclusivamente em agência de empresa pública federal (no caso, empregado da Par Corretora alocado na agência da Caixa Econômica Federal) pode ser equiparado a agente público para fins de responsabilização por atos de improbidade administrativa nos termos do art. 2º da Lei nº 8.429/1992; por isso, reconheceu-se a legitimidade passiva do réu e determinou-se a remessa dos autos ao Tribunal de origem para prosseguimento da ação de improbidade, ficando o agravo interno improvido.

Court Disposition

Recurso especial parcialmente provido para reconhecer a legitimidade passiva do réu e determinar a remessa dos autos ao Tribunal de origem; agravo interno desprovido.

Orders

  • Reconhecer a legitimidade passiva do réu Gustavo Antônio de Jesus para figurar no polo passivo da ação de improbidade administrativa
  • Determinar a remessa dos autos ao Tribunal de origem para prosseguimento da ação de improbidade administrativa