REsp 1561759 - ACORDAO
A Lei 14.230/2021 aboliu a possibilidade de presunção de dano ao erário em condenações com base no art.10 da Lei 8.429/1992; por aplicação do Tema 1.199/STF as normas benéficas retroagem a processos sem trânsito em julgado, de modo que, não havendo prova de dano patrimonial efetivo (apenas presunção), a conduta não se encontra tipificada no art.10; além disso, o reenquadramento da conduta para o art.11 não é admissível no recurso interposto apenas pelos réus em razão do princípio da proibição da reforma em prejuízo e da ausência de recurso do autor.
- Parties
- Agravante: Ministério Público Federal; Autor: Ministério Público do Estado de Santa Catarina; Réu: José Carlos Zandavali Fiorini; Réu: San Willas Hotel Ltda.; Réu: Maurício Martins Fuchs; Réu: Roberto Carlos Marangoni; Réu: Marinês Marangoni; Réu: Espólio de Nelson; Réu: Milton
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno (recurso Especial) / Decisão Colegiada (primeira Turma)
- Legal Topics
- Improbidade Administrativa, Retroatividade Da Lei 14.230/2021, Tema 1.199/stf, Dano Ao Erário, Reenquadramento De Conduta, Princípio Da Proibição Da Reforma Em Prejuízo
Case Brief
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Parties
Ministério Público Federal
Agravante
Ministério Público do Estado de Santa Catarina
Autor
José Carlos Zandavali Fiorini
Réu
San Willas Hotel Ltda.
Réu
Maurício Martins Fuchs
Réu
Roberto Carlos Marangoni
Réu
Marinês Marangoni
Réu
Espólio de Nelson
Réu
Milton
Réu
Procedural Posture
Agravo Interno (recurso Especial) / Decisão Colegiada (primeira Turma)
Legal Issues
- 1 Aplicação retroativa das normas benéficas da Lei 14.230/2021
- 2 Possibilidade de presunção de dano ao erário em condenações com base no art.10 da LIA
- 3 Necessidade de demonstração de dano patrimonial efetivo e dolo para tipificação por art.10 da LIA
Ratio Decidendi
A Lei 14.230/2021 aboliu a possibilidade de presunção de dano ao erário em condenações com base no art.10 da Lei 8.429/1992; por aplicação do Tema 1.199/STF as normas benéficas retroagem a processos sem trânsito em julgado, de modo que, não havendo prova de dano patrimonial efetivo (apenas presunção), a conduta não se encontra tipificada no art.10; além disso, o reenquadramento da conduta para o art.11 não é admissível no recurso interposto apenas pelos réus em razão do princípio da proibição da reforma em prejuízo e da ausência de recurso do autor.
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