REsp 1672159 - DECISAO
O Tribunal concluiu que não havia prova cabal do nexo causal entre a apresentação de emendas parlamentares e a prévia aceitação de proposta ilícita, de modo que não ficou configurado o ato de improbidade previsto no art. 9º, I, da Lei 8.429/92; entretanto, reconheceu-se que a conduta do réu parlamentar (por limitar-se a repreender a assessora em vez de instaurar procedimento disciplinar) e a aceitação pela assessora de quantia indevida configuraram ato de improbidade previsto no art. 11, I e II, da Lei 8.429/92. Ademais, a decisão de mérito foi mantida pela impossibilidade de reexame da prova na via do recurso especial (Súmula 7).
- Parties
- Recorrente/apelante: CARLOS MARQUES DUNGA; Recorrente/apelante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 March 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Conhecimento Parcial E Julgamento De Recurso Especial
- Outcome
- Conheço parcialmente dos recursos especiais e nego provimento na parte conhecida.
- Legal Topics
- Improbidade Administrativa, Elemento Subjetivo (dolo E Culpa Grave), Prova E Valoração Probatória, Súmula 7 Do STJ, Art. 535 Do Cpc/1973
Case Brief
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Parties
CARLOS MARQUES DUNGA
Recorrente/apelante
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Recorrente/apelante
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecimento Parcial E Julgamento De Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se houve nexo de causalidade entre a apresentação de emendas parlamentares e a prévia aceitação de proposta ilícita (ato de improbidade do art. 9º, I, Lei 8.429/92)
- 2 Se houve demonstração do elemento subjetivo (dolo) exigido para a configuração de atos de improbidade nos arts. 9º e 11 da Lei 8.429/92
- 3 Valoração da prova testemunhal e documental, inclusive declarações de delatores e comprovante de transferência bancária
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que não havia prova cabal do nexo causal entre a apresentação de emendas parlamentares e a prévia aceitação de proposta ilícita, de modo que não ficou configurado o ato de improbidade previsto no art. 9º, I, da Lei 8.429/92; entretanto, reconheceu-se que a conduta do réu parlamentar (por limitar-se a repreender a assessora em vez de instaurar procedimento disciplinar) e a aceitação pela assessora de quantia indevida configuraram ato de improbidade previsto no art. 11, I e II, da Lei 8.429/92. Ademais, a decisão de mérito foi mantida pela impossibilidade de reexame da prova na via do recurso especial (Súmula 7).
Court Disposition
Conheço parcialmente dos recursos especiais e nego provimento na parte conhecida.
Orders
- Conheço parcialmente dos recursos especiais
- Nego provimento na parte conhecida
Full Case Text
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