AREsp 2804494 - DECISAO

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O STJ concluiu que, em tese, empregados terceirizados que exercem funções típicas de agente público e que atuam de forma vinculada a entidade pública (no caso, empregado da PAR CORRETORA que trabalhava exclusivamente na agência da Caixa) podem ser equiparados a agentes públicos para fins da Lei de Improbidade (art. 1º e art. 2º da Lei 8.429/1992); assim reconheceu a legitimidade passiva do réu e deu parcial provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem para prosseguimento da ação de improbidade administrativa.

Parties
Autor: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Réu: GUSTAVO ANTÔNIO DE JESUS
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
19 February 2025
Procedural Posture
Ação Civil Pública Por Ato De Improbidade Administrativa / Agravo Em Recurso Especial E Recurso Especial Julgados No Superior Tribunal De Justiça; Retorno Dos Autos Ao Tribunal De Origem Determinado
Outcome
Agravo conhecido e recurso especial parcialmente provido para reconhecer a legitimidade passiva do réu e determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem
Legal Topics
Improbidade Administrativa, Legitimidade Passiva, Agente Público Por Equiparação, Terceirização De Mão De Obra

Case Brief

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Parties

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Autor

GUSTAVO ANTÔNIO DE JESUS

Réu

Procedural Posture

Ação Civil Pública Por Ato De Improbidade Administrativa / Agravo Em Recurso Especial E Recurso Especial Julgados No Superior Tribunal De Justiça; Retorno Dos Autos Ao Tribunal De Origem Determinado

  1. 1 Se empregado terceirizado que presta serviços exclusivos em unidade de empresa pública pode ser equiparado a agente público
  2. 2 Se a decisão do Tribunal a quo foi omissa quanto à tese de equiparação prevista no art. 2º/art. 1º, parágrafo único, da Lei 8.429/1992
  3. 3 Aplicação da Lei de Improbidade a particulares que colaboram com o serviço público

Ratio Decidendi

O STJ concluiu que, em tese, empregados terceirizados que exercem funções típicas de agente público e que atuam de forma vinculada a entidade pública (no caso, empregado da PAR CORRETORA que trabalhava exclusivamente na agência da Caixa) podem ser equiparados a agentes públicos para fins da Lei de Improbidade (art. 1º e art. 2º da Lei 8.429/1992); assim reconheceu a legitimidade passiva do réu e deu parcial provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem para prosseguimento da ação de improbidade administrativa.

Court Disposition

Agravo conhecido e recurso especial parcialmente provido para reconhecer a legitimidade passiva do réu e determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem

Orders

  • Conheço do agravo em recurso especial e dou parcial provimento ao recurso especial
  • Reconheço a legitimidade passiva de GUSTAVO ANTÔNIO DE JESUS para figurar no polo passivo da ação por ato de improbidade administrativa