AREsp 2675017 - ACORDAO
Não conhecer do agravo interno por ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 1.021, §1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ, sendo os argumentos apresentados dissociados dos fundamentos atacados e sem enfrentamento dos óbices apontados (Súmulas 282 do STF e 5 e 7 do STJ).
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- Parties
- Agravante: RUMO MALHA SUL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Julgamento Em Sessão Virtual (decisão Colegiada)
- Outcome
- Agravo interno não conhecido
- Legal Topics
- Impugnação Específica, Agravo Interno, Art. 1.021 Do Cpc/2015, Súmula 182 Do STJ, Embargos De Declaração, Prequestionamento, Súmulas 5 E 7 Do STJ, Súmula 282 Do STF, Súmula 83 Do STJ
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Parties
RUMO MALHA SUL
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Julgamento Em Sessão Virtual (decisão Colegiada)
Legal Issues
- 1 Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada nos termos do art. 1.021, §1º, do CPC/2015 e Súmula 182 do STJ
- 2 Alegação de fato novo superveniente e afetação de recurso representativo da controvérsia pelo TRF4 quanto à intervenção do DNIT e da ANTT
- 3 Prequestionamento da matéria federal (Súmula 282 do STF)
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo interno por ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 1.021, §1º, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ, sendo os argumentos apresentados dissociados dos fundamentos atacados e sem enfrentamento dos óbices apontados (Súmulas 282 do STF e 5 e 7 do STJ).
Court Disposition
Agravo interno não conhecido
Orders
- Não conhecer do agravo interno
- Não aplicar a multa prevista no §4º do art. 1.021 do CPC/2015
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 11/02/2025 a 17/02/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina, Regina Helena Costa e Paulo Sérgio Domingues votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Paulo Sérgio Domingues. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AUSÊNCIA. 1. Nos termos do que dispõem o art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e a Súmula 182 do STJ, a parte deve infirmar, nas razões do agravo interno, os fundamentos da decisão combatida, sob pena de não ser conhecido o seu recurso. 2. Hipótese em que o recorrente não se desincumbiu do ônus de impugnar, de forma clara e objetiva, os motivos da decisão ora agravada. 3. Agravo interno não conhecido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto por RUMO MALHA SUL contra decisão de minha lavra, e-STJ fls. 392/396, em que conheci do agravo para não conhecer do recurso especial, sob os seguintes fundamentos: i) descabida a alega ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 sem a oposição de embargos de declaração na origem; ii) falta de prequestionamento da matéria federal ventilada (Súmula 282 do STF); e iii) a reforma do acórdão recorrido atrairia a incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ. Sustenta a parte agravante, em suma, a existência de fato novo superveniente, tendo em vista que o TRF4 selecionou recurso representativo da controvérsia para afetação e discussão sobre o tema em apreço - necessidade da intervenção do DNIT e da ANTT na lide, não havendo que se falar em incidência da Súmula 83 do STJ. Requer, ao final, a reconsideração do decisum recorrido ou seja submetido o feito para julgamento pelo Colegiado. Sem impugnação. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AUSÊNCIA. 1. Nos termos do que dispõem o art. 1.021, § 1º, do CPC/2015 e a Súmula 182 do STJ, a parte deve infirmar, nas razões do agravo interno, os fundamentos da decisão combatida, sob pena de não ser conhecido o seu recurso. 2. Hipótese em que o recorrente não se desincumbiu do ônus de impugnar, de forma clara e objetiva, os motivos da decisão ora agravada. 3. Agravo interno não conhecido. VOTO De início, considerando os parâmetros estabelecidos pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do EREsp 1 .424.404/SP (Rel. Ministra Luis Felipe Salomão, julgado em 20/10/2021, DJe 17/1 1/2021), para a aplicação da Súmula 182 do STJ no tocante aos agravos internos manejados contra decisões proferidas em recurso especial ou em agravo em recurso especial, tem-se o seguinte: a) incide o verbete quando: i) o único ou todos os capítulos da decisão agravada não foi ou não foram impugnados; ii) não houver a impugnação de todos os fundamentos adotados na análise de determinado capítulo autônomo (ou seja, ausência de ataque a fundamento capaz, por si só, de manter a conclusão alcançada na decisão agravada); b) não se aplica o óbice sumular no caso em que houver vários capítulos autônomos e a parte agravante não se insurgir contra algum deles, pois isso acarreta apenas a preclusão da matéria não impugnada, devendo ser analisado o que remanesceu. Dito isso, vê-se que, na hipótese dos autos, o agravo interno não merece ser conhecido. Com efeito, no decisum ora recorrido, o agravo foi conhecido para não conhecer do recurso especial, sob os seguintes fundamentos: i) descabe alega ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 sem a oposição de embargos de declaração na origem; ii) falta de prequestionamento da matéria federal ventilada (Súmula 282 do STF) e iii) a reforma do acórdão atrairia a incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ. No presente agravo interno, a agravante apresenta argumentação dissociada do que foi decidido, defendendo que não se aplica o óbice contido na Súmula 83 do STJ, visto que a questão da necessidade da intervenção do DNIT e da ANTT nas ações de reintegração de posse envolvendo faixas de domínio não está pacificada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça . No que tange às Súmulas 282 do STF e 5 e 7 do STJ, a ora agravante sequer se reportou aos referidos óbices de conhecimento. Desse modo, forçosa se apresenta a observância do contido no art. 1.021, §1º, do Código de Processo Civil de 2015 e na Súmula 182 do STJ. Deixo de aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC/2015, tendo em vista que o mero inconformismo com a decisão agravada não enseja a necessária imposição da sanção quando não configurada a manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso, por decisão unânime do Colegiado, como no caso em análise. Ante o exposto, NÃO CONHEÇO do agravo interno. É como voto.