AREsp 2955159 - ACORDAO
O agravo interno não foi conhecido porque as razões insurgentes não impugnaram especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, em especial quanto à Súmula 282/STF, sendo aplicáveis o art. 1.021, §1º, do CPC/15 e o entendimento consolidado na Súmula 182/STJ; decidiu-se, contudo, não aplicar a multa recursal...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: DIRECIONAL CANÁRIO ENGENHARIA LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- Agravo interno não conhecido
- Legal Topics
- Impugnação Específica, Agravo Interno, Recurso Especial, Súmulas Do STJ E STF, Art. 1.021 Do Cpc/15
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Parties
DIRECIONAL CANÁRIO ENGENHARIA LTDA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 Necessidade de impugnação específica dos fundamentos da decisão monocrática
- 2 Incidência da Súmula 182/STJ sobre agravo que não ataca especificamente os fundamentos
- 3 Aplicação do art. 1.021, §1º, do CPC/15 para não conhecimento do recurso
Ratio Decidendi
O agravo interno não foi conhecido porque as razões insurgentes não impugnaram especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, em especial quanto à Súmula 282/STF, sendo aplicáveis o art. 1.021, §1º, do CPC/15 e o entendimento consolidado na Súmula 182/STJ; decidiu-se, contudo, não aplicar a multa recursal prevista no art. 1.021, §4º, do CPC/15 no presente caso.
Court Disposition
Agravo interno não conhecido
Orders
- Não conhecer do agravo interno.
- Deixa-se de aplicar a multa recursal prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/15.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 26/08/2025 a 01/09/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha, Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO CONDENATÓRIA - DECISÃO MONOCRÁTICA DA PRESIDÊNCIA DESTA CORTE QUE NÃO CONHECEU DO RECLAMO, ANTE A AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INSURGÊNCIA DA REQUERIDA. 1. Razões do agravo interno que não impugnam especificamente os fundamentos invocados na decisão agravada, nos termos dos arts. 1.021, §1º, do CPC/15 e 259, § 2º do RISTJ. Incidência da Súmula 182/STJ. 2. Agravo interno não conhecido.
RELATÓRIO Cuida-se de agravo interno, interposto por DIRECIONAL CANÁRIO ENGENHARIA LTDA, em face de decisão monocrática da Presidência desta Corte (fls. 472-473, e-STJ), que não conheceu do agravo da parte ora insurgente, ante a ausência de impugnação específica dos seguintes fundamentos que embasaram a decisão agravada: Súmula 7/STJ (arts. 17, 114 e 485 do CPC), Súmula 7 /STJ (arts. 104, 492 e 884 do CC), Súmula 5/STJ e Súmula 282/STF Daí o presente agravo interno (fls. 476-481, e-STJ), no qual a insurgente sustenta a ocorrência de impugnação às Súmulas 5 e 7 do STJ. Impugnação às fls. 483-492, e-STJ. É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO CONDENATÓRIA - DECISÃO MONOCRÁTICA DA PRESIDÊNCIA DESTA CORTE QUE NÃO CONHECEU DO RECLAMO, ANTE A AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INSURGÊNCIA DA REQUERIDA. 1. Razões do agravo interno que não impugnam especificamente os fundamentos invocados na decisão agravada, nos termos dos arts. 1.021, §1º, do CPC/15 e 259, § 2º do RISTJ. Incidência da Súmula 182/STJ. 2. Agravo interno não conhecido. VOTO O agravo interno não deve ser conhecido. 1. Consoante entendimento deste Tribunal, pelo princípio da dialeticidade, compete à parte recorrente infirmar todos os fundamentos dispostos na decisão monocrática. A ausência dessa impugnação específica torna forçoso o não conhecimento do reclamo, nos termos do art. 1.021, §1º, do CPC/15. Aplicável, ainda o óbice enunciado na Súmula 182 do STJ, a saber: "é inviável o agravo do art. 545 do CPC/73 que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados: AgInt no AREsp 1074988/RJ, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 22/08/2017, DJe 31/08/2017; AgInt no AREsp 877.856/RJ, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, julgado em 08/11/2016, DJe 23/11/2016; AgInt nos EDcl no AREsp 1017447/RJ, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/06/2017, DJe 02/08/2017; AgInt nos EDcl no AREsp 863.863/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 01/06/2017, DJe 09/06/2017. No caso em comento, a decisão agravada não conheceu do agravo, ante a não impugnação dos seguintes fundamentos utilizados para inadmitir o recurso especial: Súmula 7/STJ (arts. 17, 114 e 485 do CPC), Súmula 7 /STJ (arts. 104, 492 e 884 do CC), Súmula 5/STJ e Súmula 282/STF. Em suas razões de agravo interno, contudo, a insurgente limita-se a apontar que houve a impugnação aos óbices das Súmulas 5 e 7 do STJ, sem destacar, de que modo, houve o aludido enfrentamento do óbice da Súmula 282 do STF. Desta forma, impõe-se aplicação do artigo 1.021, §1º, do CPC/15 e, ainda, do óbice enunciado na Súmula 182 do STJ, porquanto inexistiu ataque específico aos fundamentos da decisão monocrática agravada. 2. Deixa-se de aplicar a multa recursal prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/15, pois não se observa, no presente momento, o intuito meramente protelatório do presente agravo interno. Desde já, entretanto, adverte-se que a utilização de expedientes protelatórios poderá ensejar a aplicação das penalidades legais. 3. Do exposto, não conheço do agravo. É como voto.