HC 944479 - DECISAO
O Tribunal concedeu o habeas corpus porque, à luz do Decreto n. 11.302/2022, o art. 7º, VI, em sua parte final, excepciona a vedação contida no art. 5º, de modo que a condição do tráfico privilegiado permite a concessão do indulto natalino ao paciente; adicionalmente, o indulto é ato discricionário e privativo do Presidente da República, e o Judiciário não deve interferir no âmbito de alcance da norma, pelo que se restabeleceu a decisão de primeiro grau que deferiu o indulto.
- Parties
- Paciente: TIAGO GOMES VERGILIO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 September 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Concessão Da Ordem Decisão De Mérito Restabelecendo Decisão De 1º Grau
- Outcome
- Concedo o habeas corpus para cassar o acórdão proferido no julgamento do Agravo em Execução n. 0011684-38.2023.8.26.0996 e restabelecer a decisão de primeiro grau que deferiu o indulto ao paciente.
- Legal Topics
- Indulto, Tráfico Privilegiado, Interpretação De Decreto Presidencial, Reserva De Plenário, Separação Dos Poderes
Case Brief
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Parties
TIAGO GOMES VERGILIO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO
Recorrente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Concessão Da Ordem Decisão De Mérito Restabelecendo Decisão De 1º Grau
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade do indulto presidencial (Decreto n. 11.302/2022) ao condenado por tráfico privilegiado
- 2 Interpretação do art. 5º (pena máxima em abstrato) em confronto com art. 7º, VI, do Decreto n. 11.302/2022
- 3 Competência do Judiciário para declarar a inconstitucionalidade incidental sem observância da reserva de plenário
Ratio Decidendi
O Tribunal concedeu o habeas corpus porque, à luz do Decreto n. 11.302/2022, o art. 7º, VI, em sua parte final, excepciona a vedação contida no art. 5º, de modo que a condição do tráfico privilegiado permite a concessão do indulto natalino ao paciente; adicionalmente, o indulto é ato discricionário e privativo do Presidente da República, e o Judiciário não deve interferir no âmbito de alcance da norma, pelo que se restabeleceu a decisão de primeiro grau que deferiu o indulto.
Court Disposition
Concedo o habeas corpus para cassar o acórdão proferido no julgamento do Agravo em Execução n. 0011684-38.2023.8.26.0996 e restabelecer a decisão de primeiro grau que deferiu o indulto ao paciente.
Orders
- Cassar o acórdão proferido no julgamento do Agravo em Execução n. 0011684-38.2023.8.26.0996
- Restabelecer a decisão de primeiro grau que deferiu o indulto ao paciente
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