HC 1031882 - DECISAO
Embora a pena máxima em abstrato para o crime de tráfico simples seja superior a 5 anos, o art.7º, VI, parte final, do Decreto Presidencial n.11.302/2022 excepciona a limitação do art.5º para permitir o indulto aos condenados pelo art.33, §4º, da Lei n.11.343/2006 (tráfico privilegiado); sendo assim, e em face da jurisprudência do STF e do STJ de que o tráfico privilegiado não é equiparado a crime hediondo, reconheceu-se o direito ao indulto e determinou-se, de ofício, que o juízo de primeira instância defira o benefício, salvo existência de outros impedimentos não suscitados na impetração.
- Parties
- Paciente: JOÃO VITOR PANTALEÃO DE ALMEIDA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 September 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; concedo a ordem, de ofício, para determinar ao juízo de primeiro grau que defira o indulto relativo à condenação pelo art.33, §4º, da Lei n.11.343/2006, afastando os óbices nos arts.5 e 7º, VI, primeira parte, do Decreto Presidencial n.11.302/2022, salvo outros impedimentos não...
- Legal Topics
- Indulto, Habeas Corpus, Tráfico Privilegiado, Interpretação De Decreto Presidencial
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
JOÃO VITOR PANTALEÃO DE ALMEIDA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão
Legal Issues
- 1 Cabimento do indulto natalino para condenado por tráfico privilegiado (art.33, §4º, Lei 11.343/2006)
- 2 Interpretação do art.5º e do art.7º, VI, parte final, do Decreto Presidencial n. 11.302/2022
- 3 Cabimento do habeas corpus substitutivo de recurso próprio e existência de flagrante ilegalidade
Ratio Decidendi
Embora a pena máxima em abstrato para o crime de tráfico simples seja superior a 5 anos, o art.7º, VI, parte final, do Decreto Presidencial n.11.302/2022 excepciona a limitação do art.5º para permitir o indulto aos condenados pelo art.33, §4º, da Lei n.11.343/2006 (tráfico privilegiado); sendo assim, e em face da jurisprudência do STF e do STJ de que o tráfico privilegiado não é equiparado a crime hediondo, reconheceu-se o direito ao indulto e determinou-se, de ofício, que o juízo de primeira instância defira o benefício, salvo existência de outros impedimentos não suscitados na impetração.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; concedo a ordem, de ofício, para determinar ao juízo de primeiro grau que defira o indulto relativo à condenação pelo art.33, §4º, da Lei n.11.343/2006, afastando os óbices nos arts.5 e 7º, VI, primeira parte, do Decreto Presidencial n.11.302/2022, salvo outros impedimentos não...
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Determinar ao Juízo de primeiro grau que defira ao paciente o indulto relativo à condenação pela prática do art.33, §4º, da Lei n.11.343/2006, afastando os óbices previstos nos arts.5 e 7º, VI, primeira parte, do Decreto Presidencial n.11.302/2022, exceto se houver outros impedimentos não aventados na impetração.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment