REsp 2190212 - ACORDAO
Conheceu-se do recurso especial e deu-se-lhe parcial provimento: ainda que gestores de bancos de dados possam tratar e formar cadastro sem prévio consentimento para fins de proteção ao crédito, a Lei do Cadastro Positivo não autoriza o compartilhamento livre de dados pessoais e de histórico de crédito com consulentes sem a anuência expressa do titular; a disponibilização de dados pessoais não gera dano moral presumido, sendo necessária prova do abalo; no caso concreto, verificado o compartilhamento indevido, determinou-se a cessação imediata do compartilhamento, mas não se condenou ao pagamento de danos morais ante ausência de prova do efetivo prejuízo.
- Parties
- Recorrente: WILLIAM EUZEBIO DA SILVA; Recorrida: BOA VISTA SERVIÇOS S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 March 2026
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Acórdão Julgamento Da Quarta Turma (sessão Virtual)
- Outcome
- Recurso especial conhecido e parcialmente provido.
- Legal Topics
- LGPD, Cadastro Positivo, Consentimento Prévio, Compartilhamento De Dados, Dano Moral, Honorários De Sucumbência
Case Brief
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Parties
WILLIAM EUZEBIO DA SILVA
Recorrente
BOA VISTA SERVIÇOS S.A.
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Acórdão Julgamento Da Quarta Turma (sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 Necessidade de consentimento prévio para o compartilhamento de dados pessoais e histórico de crédito com consulentes
- 2 Se a disponibilização de dados pessoais configura dano moral presumido (in re ipsa)
- 3 Alcance dos arts. 4º, incs. III e IV, da Lei do Cadastro Positivo e do art. 7º, inciso X, da LGPD
Ratio Decidendi
Conheceu-se do recurso especial e deu-se-lhe parcial provimento: ainda que gestores de bancos de dados possam tratar e formar cadastro sem prévio consentimento para fins de proteção ao crédito, a Lei do Cadastro Positivo não autoriza o compartilhamento livre de dados pessoais e de histórico de crédito com consulentes sem a anuência expressa do titular; a disponibilização de dados pessoais não gera dano moral presumido, sendo necessária prova do abalo; no caso concreto, verificado o compartilhamento indevido, determinou-se a cessação imediata do compartilhamento, mas não se condenou ao pagamento de danos morais ante ausência de prova do efetivo prejuízo.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e parcialmente provido.
Orders
- Determinar que a recorrida cesse o compartilhamento dos dados pessoais do recorrente junto a eventuais consulentes.
- Reconhecer a sucumbência recíproca e dividir as despesas processuais pro rata entre as partes (art. 86 CPC).
Full Case Text
Judgment text and source record
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