REsp 2177293 - ACORDAO
O agravo interno foi desprovido por ausência de argumentos aptos a alterar os fundamentos da decisão agravada; além disso, a matéria trazida demandaria reexame de prova vedado pela Súmula 7/STJ. A decisão agravada, com suporte probatório, reconheceu a legitimidade passiva da União, a existência de nexo causal, a...
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- Parties
- Agravante: UNIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 April 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Acórdão
- Outcome
- Agravo interno desprovido
- Legal Topics
- Legitimidade Passiva Da União, Nexo Causal, Danos Morais, Prescrição, Ônus Da Prova, Súmula 7/stj
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Parties
UNIÃO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Acórdão
Legal Issues
- 1 Legitimidade da União para figurar no polo passivo
- 2 Comprovação do dano para condenação indenizatória
- 3 Determinação do termo a quo da prescrição (conhecimento do dano)
Ratio Decidendi
O agravo interno foi desprovido por ausência de argumentos aptos a alterar os fundamentos da decisão agravada; além disso, a matéria trazida demandaria reexame de prova vedado pela Súmula 7/STJ. A decisão agravada, com suporte probatório, reconheceu a legitimidade passiva da União, a existência de nexo causal, a ausência de violação às regras de inversão do ônus da prova e considerou que o termo a quo da prescrição coincide com o conhecimento pleno do dano.
Court Disposition
Agravo interno desprovido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 20/03/2025 a 26/03/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Maria Thereza de Assis Moura, Marco Aurélio Bellizze e Teodoro Silva Santos votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. AGRAVO INTERNO CONTRA DECISÃO QUE CONHECEU PARCIALMENTE DO RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTAÇÃO GENÉRICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A ausência de argumentos hábeis para alterar os fundamentos da decisão ora agravada torna incólume o entendimento nela firmado. 2. Agravo interno desprovido.
RELATÓRIO MINISTRO AFRÂNIO VILELA: Em análise, agravo interno interposto pela UNIÃO contra decisão que conheceu parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negou-lhe provimento. Sustenta a parte recorrente, em suma, que: a) a UNIÃO não possui legitimidade para figurar no polo passivo da demanda, uma vez que não teve qualquer participação no ato lesivo; b) a condenação ao pagamento de indenização exige efetiva comprovação da ocorrência de dano, não bastando mera presunção; c) estando ou não ciente de uma efetiva contaminação, inicia-se o prazo prescricional a partir da ciência quanto à simples possibilidade de malefícios à saúde, de acordo com as circunstâncias do caso concreto. Devidamente intimada, a parte agravada não apresentou contraminuta. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. AGRAVO INTERNO CONTRA DECISÃO QUE CONHECEU PARCIALMENTE DO RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTAÇÃO GENÉRICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A ausência de argumentos hábeis para alterar os fundamentos da decisão ora agravada torna incólume o entendimento nela firmado. 2. Agravo interno desprovido. VOTO MINISTRO AFRÂNIO VILELA (Relator): Conheço do recurso, porquanto presentes os seus pressupostos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade. O agravo interno não merece prosperar, pois a ausência de argumentos hábeis para alterar os fundamentos da decisão ora agravada torna incólume o entendimento nela firmado. Com efeito, em que pese as alegações da parte recorrente, a decisão agravada expôs, de forma clara, que o acórdão recorrido reconheceu, com base nas provas produzidas e bem delineadas no aresto, à luz jurisprudência deste Tribunal de Justiça, a legitimidade passiva da UNIÃO, a ocorrência de nexo causal e ausência de violação às regras de inversão do ônus da prova, aptas a ensejar a indenização por danos morais devido à violação do direito à saúde, encontrando, referido entendimento, respaldo na jurisprudência desta Corte Superior. Ainda, a decisão agravada indicou entendimento no sentido de que o termo a quo da prescrição é aquele em que o indivíduo toma conhecimento do dano em toda sua extensão. Sobre o ponto, também encontra óbice da Súmula 7/STJ o exame da alegação de que o autor tinha "ciência expressa e inequívoca acerca dos riscos da substância", pois essa análise ensejaria o necessário reexame da matéria fático-probatória dos autos. Nesse sentido: "É inviável, em sede de recurso especial, o reexame de matéria fático-probatória, nos termos da Súmula 7 do STJ: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial"" (AgInt no AREsp n. 1.964.284/SP, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 27/11/2023, DJe de 5/12/2023). Isso posto, nego provimento ao recurso.