REsp 2114691 - DECISAO
Reconsiderou-se a decisão agravada porque, à luz da jurisprudência desta Corte e do entendimento do STF quanto à natureza infraconstitucional da controvérsia (RE 1.472.734/PR), o afastamento determinado pela Lei 14.151/2021 apenas altera a forma de execução do contrato (afastamento do trabalho presencial com preservação da remuneração) e não configura licença-maternidade; assim, não é possível enquadrar os pagamentos feitos pelo empregador como salário-maternidade nem permitir sua compensação com parcelas previdenciárias ou parafiscais, razão pela qual conheceu-se do recurso especial e lhe deu-se provimento parcial, invertendo o ônus da sucumbência.
- Parties
- Agravante: Fazenda Nacional
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Decisão Monocrática (reexame Do Recurso Especial)
- Outcome
- Reconsidero a decisão agravada para conhecer e dar parcial provimento ao Recurso Especial, invertendo-se o ônus de sucumbência.
- Legal Topics
- Lei 14.151/2021, Licença Maternidade, Compensação De Valores (art. 72, §1º, Lei 8.213/91), Contribuições Previdenciárias, Teletrabalho, Mandado De Segurança
Case Brief
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Parties
Fazenda Nacional
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Decisão Monocrática (reexame Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 Se os valores pagos pelo empregador às empregadas gestantes afastadas por força da Lei 14.151/2021 podem ser equiparados ao salário-maternidade para fins de compensação nos termos do art. 72, §1º, da Lei 8.213/1991 e de exclusão da incidência de contribuições previdenciárias e parafiscais.
- 2 Se é cabível a aplicação analógica do art. 394-A, §3º, da CLT para suprir suposta omissão da Lei 14.151/2021.
- 3 Se a matéria possui natureza infraconstitucional ou constitucional, à luz do RE 1.472.734/PR do STF.
Ratio Decidendi
Reconsiderou-se a decisão agravada porque, à luz da jurisprudência desta Corte e do entendimento do STF quanto à natureza infraconstitucional da controvérsia (RE 1.472.734/PR), o afastamento determinado pela Lei 14.151/2021 apenas altera a forma de execução do contrato (afastamento do trabalho presencial com preservação da remuneração) e não configura licença-maternidade; assim, não é possível enquadrar os pagamentos feitos pelo empregador como salário-maternidade nem permitir sua compensação com parcelas previdenciárias ou parafiscais, razão pela qual conheceu-se do recurso especial e lhe deu-se provimento parcial, invertendo o ônus da sucumbência.
Court Disposition
Reconsidero a decisão agravada para conhecer e dar parcial provimento ao Recurso Especial, invertendo-se o ônus de sucumbência.
Orders
- Conhecer e dar parcial provimento ao Recurso Especial
- Inverter o ônus da sucumbência
Full Case Text
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