HC 691629 - DECISAO
A ordem foi denegada porque o paciente ostenta maus antecedentes e reincidência, o que impede a aplicação da minorante do art.33, §4º da Lei n.11.343/2006; em razão dessas circunstâncias e do quantum da pena (superior a 4 anos) impõe-se regime inicial fechado nos termos do art.33, §2º, 'a', e §3º do CP, e afasta-se...
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- Parties
- Paciente: CLAUDINEI COELHO DE JESUS; Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 September 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória
- Outcome
- ordem denegada
- Legal Topics
- Lei De Drogas (lei N. 11.343/2006), Art.33, §4º (minorante), Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Substituição Da Pena Por Restritivas De Direitos, Reincidência, Circunstância Judicial Desfavorável
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Parties
CLAUDINEI COELHO DE JESUS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Coator
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória
Legal Issues
- 1 Aplicação da causa especial de diminuição de pena do art.33, §4º da Lei n.11.343/2006
- 2 Fixação do regime inicial de cumprimento da pena
- 3 Substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque o paciente ostenta maus antecedentes e reincidência, o que impede a aplicação da minorante do art.33, §4º da Lei n.11.343/2006; em razão dessas circunstâncias e do quantum da pena (superior a 4 anos) impõe-se regime inicial fechado nos termos do art.33, §2º, 'a', e §3º do CP, e afasta-se a substituição por restritivas de direitos nos termos do art.44 do CP; com base no art.34, XX, do RISTJ, denega-se a ordem.
Court Disposition
ordem denegada
Orders
- Denego a ordem.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO CLAUDINEI COELHO DE JESUS alega ser vítima de coação ilegal em decorrência de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que negou provimento à Apelação Criminal n.1501512-29.2019.8.26.0599. Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, mais multa, pela prática do crime previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. A defesa busca, por meio deste writ, a aplicação da minorante prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas, a fixação de regime inicial mais brando e a substituição da reprimenda privativa de liberdade por restritivas de direitos. A liminar foi indeferida e, diante da suficiente instrução dos autos, foi dispensada a solicitação de informações à autoridade apontada como coatora. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do habeas corpus. Decido. No que tange à pretendida aplicação da causa especial de diminuição de pena descrita no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, verifico que não há como ser reconhecido o benefício em favor do réu, haja vista a vedação legal expressa da concessão desse redutor tanto aos acusados possuidores de maus antecedentes quanto aos réusreincidentes. Pelas mesmas razões anteriormente expostas - maus antecedentes (Processo n.0026352-88.2009.8.26.0451)e reincidência (Processo n.0027546-26.2009.8.26.0451)-, mostra-se devida a imposição do regime inicial fechado de cumprimento de pena,ex vi do disposto no art. 33, § 2º, "a", e § 3º, do CP, e tal como bem decidiram as instâncias de origem. Esclareço, por oportuno, que o paciente, além de haver sido definitivamente condenado a reprimenda superior a 4 anos de reclusão, ostenta circunstânciajudicial desfavorável (tanto que teve a pena-base fixada acima do mínimo legal) e era reincidente ao tempo do crime. Por fim, em razão da existência de circunstância judicial desfavorável, da reincidência e do quantum da pena definitivamente imposta ao réu (superior a 4 anos de reclusão), fica mantida a negativa de substituição da reprimenda privativa de liberdade por restritivas de direitos, nos termos do art. 44do CP. À vista do exposto, com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ, denego a ordem. Publique-se e intimem-se.