AREsp 2809511 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a jurisprudência consolidada do STJ, reafirmada pela Terceira Seção e em consonância com o entendimento do STF no RE 597.270 (Tema 158), veda a redução da pena abaixo do mínimo legal na segunda fase da dosimetria, de modo que a alegação de atenuante (inclusive...
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- Parties
- Agravante: Marinaldo de Oliveira Santos
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Negado Provimento Ao Agravo Regimental
- Outcome
- Negado provimento ao agravo regimental
- Legal Topics
- Lesão Corporal, Violência Doméstica, Dosimetria Da Pena, Atenuante, Súmula 231/stj, Repercussão Geral (re 597.270/tema 158/stf)
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Parties
Marinaldo de Oliveira Santos
Agravante
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Negado Provimento Ao Agravo Regimental
Legal Issues
- 1 Possibilidade de redução da pena abaixo do mínimo legal na segunda fase da dosimetria em presença de atenuante
- 2 Aplicabilidade da Súmula 231/STJ e entendimento do STF no RE n. 597.270 (Tema 158)
- 3 Incidência da atenuante da confissão
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a jurisprudência consolidada do STJ, reafirmada pela Terceira Seção e em consonância com o entendimento do STF no RE 597.270 (Tema 158), veda a redução da pena abaixo do mínimo legal na segunda fase da dosimetria, de modo que a alegação de atenuante (inclusive confissão) não autoriza alteração do decisum recorrido.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo regimental
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Rogerio Schietti Cruz, Antonio Saldanha Palheiro, Otávio de Almeida Toledo (Desembargador Convocado do TJSP) e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. PENAL E PROCESSO PENAL. LESÃO CORPORAL. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. LEI N. 11.340/2006. VIOLAÇÃO DO ART. 65, III, D, DO CP. ATENUANTE. REDUÇÃO DA PENA ABAIXO DO MÍNIMO LEGAL. SUPERAÇÃO DA SÚMULA 231/STJ. INVIABILIDADE. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA NO RESP N. 1.869.764/MS. PRECEDENTES. APLICABILIDADE MANTIDA. 1. Não há como abrigar agravo regimental que não logra desconstituir o fundamento da decisão atacada. 2. A jurisprudência desta Corte Superior possui entendimento no sentido de não ser possível a redução da reprimenda, na segunda fase da dosimetria, em patamar inferior ao mínimo previsto legalmente (Súmula 231 desta Corte), sendo imperioso ressaltar que, muito embora a Sexta Turma tenha aprovado a proposta de revisão da jurisprudência compendiada na referida súmula, a Terceira Seção decidiu não determinar a suspensão do trâmite dos processos pendentes. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido.
RELATÓRIO Marinaldo de Oliveira Santos interpõe agravo regimental contra a decisão, de minha lavra, cuja ementa transcrevo (fl. 356): AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. LESÃO CORPORAL. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. LEI N. 11.340/2006. VIOLAÇÃO DO ART. 65, III, D, DO CP. ATENUANTE. REDUÇÃO DA PENA ABAIXO DO MÍNIMO LEGAL. SUPERAÇÃO DA SÚMULA 231/STJ. INVIABILIDADE. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA NO RESP N. 1.869.764/MS. Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial. Insiste a Defensoria Pública na alegação de que as atenuantes permitem fixar a pena aquém do mínimo e que a decisão recorrida laborou em erro ao não aplicar a atenuante da confissão, porquanto, a Turma Julgadora, a pretexto da aplicação do enunciado 231 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça, teria deixado de reduzir a pena na segunda fase da dosimetria não obstante a presença de atenuante, que, segundo o Código Penal, sempre reduzirá a reprimenda (fls. 367/368). É o relatório. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. PENAL E PROCESSO PENAL. LESÃO CORPORAL. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. LEI N. 11.340/2006. VIOLAÇÃO DO ART. 65, III, D, DO CP. ATENUANTE. REDUÇÃO DA PENA ABAIXO DO MÍNIMO LEGAL. SUPERAÇÃO DA SÚMULA 231/STJ. INVIABILIDADE. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA NO RESP N. 1.869.764/MS. PRECEDENTES. APLICABILIDADE MANTIDA. 1. Não há como abrigar agravo regimental que não logra desconstituir o fundamento da decisão atacada. 2. A jurisprudência desta Corte Superior possui entendimento no sentido de não ser possível a redução da reprimenda, na segunda fase da dosimetria, em patamar inferior ao mínimo previsto legalmente (Súmula 231 desta Corte), sendo imperioso ressaltar que, muito embora a Sexta Turma tenha aprovado a proposta de revisão da jurisprudência compendiada na referida súmula, a Terceira Seção decidiu não determinar a suspensão do trâmite dos processos pendentes. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido. VOTO Não merece acolhida a pretensão da parte agravante. Como consignei na decisão ora impugnada, há muito está consolidado nesta Corte Superior o entendimento acerca da inviabilidade de redução da pena aquém do mínimo legal. No julgamento dos Recursos Especiais n. 2.057.181/SE, n. 2.052.085/TO e n. 1.869.764/MS, da relatoria do Ministro Rogerio Schietti Cruz, sob o rito dos recursos especiais repetitivos, em sessão realizada no dia 14/8/2024, a Terceira Seção desta Corte decidiu, por maioria de votos, pelo não cancelamento da Súmula 231 do STJ. Na ocasião, o órgão julgador concluiu que não caberia contrariar o entendimento do Supremo Tribunal Federal, firmado em repercussão geral, no RE n. 597.270 (Tema 158/STF), segundo o qual: circunstância atenuante genérica não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. Desse modo, o Verbete Sumular 231/STJ permanece firme na jurisprudência desta Corte e está sedimentado pela Terceira Seção (Tema n. 190), significando dizer que não há ilegalidade a ser reparada, não sendo o caso, por conseguinte, de provimento da irresignação recursal. Os argumentos defensivos não se mostram suficientes para modificar o entendimento já sedimentado de que a incidência de circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. Descabida, portanto, a pretensão recursal. Em face da ausência de qualquer elemento capaz de alterar os fundamentos da decisão agravada, subsiste incólume o entendimento nela firmado, não merecendo prosperar o presente recurso. À vista do exposto, nego provimento ao agravo regimental.