REsp 2111478 - DECISAO
O afastamento do trabalho presencial determinado pela Lei 14.151/2021 (e pela Lei 14.311/2022) não caracteriza licença-maternidade nos termos da Lei 8.213/1991, tratando-se de adaptação da forma de execução do trabalho (teletrabalho/trabalho remoto) sem suspensão ou interrupção do contrato; assim, as verbas pagas pelo empregador configuram remuneração decorrente da relação de emprego e não podem ser reconhecidas como salário-maternidade, pois tal equiparação não tem previsão legal e implicaria concessão de benefício sem indicação de fonte de custeio, em desrespeito ao art. 195, §5º, e ao art. 24 da LC 101/2000.
- Parties
- Recorrente: G A GOIS SUPERMERCADOS LTDA.; Recorrida: Fazenda Nacional
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 June 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Em Recurso Especial (negação De Provimento)
- Outcome
- nego provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Licença Maternidade, Lei 14.151/2021, Lei 14.311/2022, Contribuição Previdenciária, Mandado De Segurança, Afastamento De Gestante, Salário Maternidade
Case Brief
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Parties
G A GOIS SUPERMERCADOS LTDA.
Recorrente
Fazenda Nacional
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Em Recurso Especial (negação De Provimento)
Legal Issues
- 1 Se as verbas pagas às empregadas gestantes afastadas nos termos da Lei 14.151/2021 podem ser enquadradas como salário-maternidade
- 2 Se o mandado de segurança é via adequada para impugnar norma legal que determina afastamento de gestantes
- 3 Se a remuneração paga pelo empregador durante o afastamento deve ser excluída da base de cálculo das contribuições previdenciárias e parafiscais
Ratio Decidendi
O afastamento do trabalho presencial determinado pela Lei 14.151/2021 (e pela Lei 14.311/2022) não caracteriza licença-maternidade nos termos da Lei 8.213/1991, tratando-se de adaptação da forma de execução do trabalho (teletrabalho/trabalho remoto) sem suspensão ou interrupção do contrato; assim, as verbas pagas pelo empregador configuram remuneração decorrente da relação de emprego e não podem ser reconhecidas como salário-maternidade, pois tal equiparação não tem previsão legal e implicaria concessão de benefício sem indicação de fonte de custeio, em desrespeito ao art. 195, §5º, e ao art. 24 da LC 101/2000.
Court Disposition
nego provimento ao recurso especial
Orders
- Nego provimento ao recurso especial.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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