AREsp 1873285 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque a Corte estadual encontrou prova que corrobora o valor homologado (R$ 6.872,26), o cálculo do credor observou os parâmetros do título executivo e a insurgência sobre revelia e coisa julgada não foi prequestionada (Súmula 211), além de não ser cabível o reexame de matéria fática...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: parte agravante; Agravado: agravado
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo De Instrumento / Juízo De Admissibilidade
- Outcome
- Nego provimento ao agravo.
- Legal Topics
- Liquidação De Sentença, Cálculo Do Crédito, Coisa Julgada, Revelia, Honorários
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Parties
parte agravante
Agravante
agravado
Agravado
Procedural Posture
Agravo De Instrumento / Juízo De Admissibilidade
Legal Issues
- 1 Adequação do cálculo do credor na liquidação de sentença
- 2 Efeitos da revelia
- 3 Ofensa à coisa julgada
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque a Corte estadual encontrou prova que corrobora o valor homologado (R$ 6.872,26), o cálculo do credor observou os parâmetros do título executivo e a insurgência sobre revelia e coisa julgada não foi prequestionada (Súmula 211), além de não ser cabível o reexame de matéria fática na instância especial (Súmula 7).
Court Disposition
Nego provimento ao agravo.
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Majorou em 10% a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo artigo.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo contra o juízo de admissibilidade que negou seguimento a recurso especial interposto em face de acórdão assim ementado: AGRAVO DE INSTRUMENTO. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. CÁLCULO DO CREDOR NÃO IMPUGNADO. CÁLCULO HOMOLOGADO. O cálculodo credor observou os parâmetros do título judicial executivo, sendo a manifestação da instituição financeira meramente protelatória, já que desacompanhada de qualquer conteúdo probatório de eventual discrepância dos cálculos homologados. AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO. A parte agravante sustenta que o agravado não apresentou os documentos necessários para a apuração do valor devido, ônus processual que lhe cabia, sendo evidente a insuficiência de prova para a apuração do montante. Afirma que não pode ser considerado para tantomero cálculo unilateral dissociado das regras do título executivo judicial e sem base em algumdocumento oficial. Argumenta que não se aplicam os efeitos da revelia ao caso. Aduz que a liquidação não pode alterar a decisão transitada em julgado, devendo o título executivo judicial ser preservado, em face da coisa julgada. Incide o enunciado 211 da Súmula do STJ quanto aos temas da revelia e da ofensa à coisa julgada, por ausência de prequestionamento, nada obstante a oposição dos embargos de declaração, não encontrando, assim, condições de análise na instância especial, mormente porque não levantada a negativa de vigência do art. 1.022 do Código de Processo Civil. Quanto à existência de prova a corroborar o valor homologado pelo juízo de origem, a Corte estadual entendeu pela sua existência, e pela higidez da quantia liquidada - R$ 6.872,26 (seis mil, oitocentos e setenta e dois reais e vinte e seis centavos).A conclusão do Tribunal revisor foi obtida pela análise do conteúdo fático dos autos, que se situa fora da esfera de atuação desta Corte, nos termos do enunciado 7 da Súmula do STJ. Em face do exposto, nego provimento ao agravo. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, majoro em 10% (dez por cento) a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º do mesmo artigo. Intimem-se.