REsp 1932929 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque o acolhimento das alegações exigiria reexame do conjunto fático-probatório e dos parâmetros de cálculo fixados nos autos, o que é vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ; assim, com fundamento no art. 932, III, do CPC/2015, não se conhece do recurso.
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- Parties
- Recorrente: FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE; Autora: Empresa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 June 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Não Conhecimento Do Recurso Especial (art. 932, Iii, Cpc/2015)
- Outcome
- Não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Liquidação De Sentença, Laudo Pericial, Homologação De Contas, Reconhecimento De Dívida, Reexame De Prova, Súmula 7/stj
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Parties
FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE
Recorrente
Empresa
Autora
Procedural Posture
Recurso Especial / Não Conhecimento Do Recurso Especial (art. 932, Iii, Cpc/2015)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de rediscussão de parâmetros de cálculo em sede de recurso especial
- 2 Executividade do título judicial e reconhecimento de dívida administrativa
- 3 Limites do reexame de prova no recurso especial (Súmula 7/STJ)
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque o acolhimento das alegações exigiria reexame do conjunto fático-probatório e dos parâmetros de cálculo fixados nos autos, o que é vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ; assim, com fundamento no art. 932, III, do CPC/2015, não se conhece do recurso.
Court Disposition
Não conheço do recurso especial.
Orders
- Não conhecer do recurso especial (art. 932, III, CPC/2015)
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de recurso especial interposto pelaFUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE, com fundamento na alínea "a" do inciso III do art. 105 da CF/1988, contra acórdão doTRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃOassim ementado (e-STJ, fl. 1.274): AGRAVO DE INSTRUMENTO. HOMOLOGAÇÃO DE CONTAS APRESENTADAS PELO PERITO. REDISCUSSÃO DO TÍTULO JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. Agravo de Instrumento manejado pela FUNASA em face de decisão que homologou as contas apresentadas pelo Perito Judicial. 2. Alega que o Laudo de atualização apresentado pelo Perito apresenta grave erro no tocante aos valores acorrigir, uma vez que toma como incontroversos os valores que supostamente teriam sido reconhecidos pela FUNASA como devidos à Empresa; contudo, a Agravante nunca reconheceu essas dívidas contratuais. Aduz que o reconhecimento de dívida é ato formal do Ordenador de Despesas do Órgão e somente produz efeito quando é exarado pela autoridade competente, conforme preceituam os arts. 62, 63 e 64 da Lei n.º 4.320/64. Não substitui esse ato a manifestação favorável do fiscal do contrato quanto ao pagamento. Também não é apto ao reconhecimento da dívida a simples abertura de processo para analise, como ocorreu nos autos, porquanto se trata de início de procedimento para o ato final, que no caso, repita-se, não reconheceu a dívida. Por fim, registra que o acórdão não condenou a FUNASA a pagar a autora um valor líquido, o que deveria ter feito se tivesse havido realmente reconhecimento dos valores. O título executivo foi claro ao determinar que os valores "deverão ser devidamente apurados na fase de liquidação da sentença, quando a postulante deverá apresentar os documentos de que dispõe demonstrando seus gastos". 3. Não se verifica desconformidade dos cálculos apresentados com os parâmetros já fixados ao longo da marcha processual. Os cálculos estão de acordo com o título judicial e com as decisões prolatadas no feito, sendo certo que as insurgências da FUNASA não acatam especificamente o Laudo Pericial, seja sob o fundamento de erro material ou de incongruência interna do próprio laudo. 4. Em verdade, pretende a devedora, pela via oblíqua, rediscutir os parâmetros de cálculos já fixados nos4. autos. Todavia, se há discordância dos parâmetros, deve se utilizar da via recursal idônea. 5. Agravo de Instrumento improvido. Não foram opostos embargos de declaração. Defende, em síntese que houve violação aos arts. 2, 63 e64 daLei n.4.320/1964 e783 do CPC/2015, visto que o laudo ficou em desconformidade com o título judicial ao admitir como incontroversa adívida que nãofoi reconhecida pela executada, o que justifica a falta da executividade do título judicial objeto da lide. Apresentadascontrarrazões (e-STJ, fls. 1.300-1.314), o recurso especial foi admitido na origem (e-STJ, fl. 1.316). Parecer pelo sem conhecimento do mérito (e-STJ, fls 1.328-1.330). É o relatório. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem resolveu a controvérsia nos seguinte termos(e-STJ, fls. 1.273): Contudo, não verifico desconformidade dos cálculos apresentados com os parâmetros já fixados ao longo da marcha processual. Os cálculos estão de acordo com o título judicial e com as decisões prolatadas no feito, sendo certo que as insurgências da FUNASA não acatam especificamente o laudo pericial, seja sob o fundamento de erro material ou de incongruência interna do próprio laudo. Alega a FUNASA suposta desconformidade do laudo com o título exequendo.Em verdade, pretende a devedora, pela via oblíqua, rediscutir os parâmetros de cálculos já fixados nos autos. Todavia, se há discordância dos parâmetros, deve se utilizar da via recursal idônea. Para afastar o entendimento a que chegou a Corte de origem, de modo a albergar as peculiaridades do caso e verificar a ausência da executividade do título, como sustentado no apelo nobre, é necessário o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, o que se mostra inviável em recurso especial, por óbice da Súmula 7/STJ: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial.". Ante o exposto, com fulcro no art. 932, III, do CPC/2015, não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.