REsp 2146998 - DECISAO
Conheço do recurso especial e dou-lhe provimento para manter o foro escolhido pela autora, por tratar-se do domicílio da sede do réu e não de escolha aleatória, sendo, portanto, válido para a liquidação da sentença coletiva.
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente: recorrente; Autora: autora; Agravado: agravado
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 October 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão
- Outcome
- Conheço do recurso especial e dou provimento para manter o foro escolhido pela autora.
- Legal Topics
- Liquidação De Sentença Coletiva, Competência Territorial, Foro, Cédula De Crédito Rural, Escolha Aleatória Do Foro
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
recorrente
Recorrente
autora
Autora
agravado
Agravado
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão
Legal Issues
- 1 Possibilidade de escolha do foro do domicílio do réu para liquidação de sentença coletiva
- 2 Validade da declinação de competência por escolha aleatória de foro
- 3 Aplicação da Súmula 83/STJ
Ratio Decidendi
Conheço do recurso especial e dou-lhe provimento para manter o foro escolhido pela autora, por tratar-se do domicílio da sede do réu e não de escolha aleatória, sendo, portanto, válido para a liquidação da sentença coletiva.
Court Disposition
Conheço do recurso especial e dou provimento para manter o foro escolhido pela autora.
Orders
- Conheço do recurso especial e dou provimento para manter o foro escolhido pela autora.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto em face de acórdão com a seguinte ementa: PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. LIQUIDAÇÃO/CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. INCOMPETÊNCIA TERRITORIAL DECLARADA DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE. ESCOLHA ALEATÓRIA DO FORO. DECISÃO MANTIDA. 1. O juiz tem o poder-dever de zelar pela correta prestação jurisdicional, impedindo a escolha aleatória de foro, malferindo o princípio do juiz natural (artigo 5º, XXXVII, da Constituição Federal). 2. O Superior Tribunal de Justiça firmou orientação no sentido de que é "inadmissível a escolha aleatória de foro sem justificativa plausível e pormenorizadamente demonstrada. Precedente". (AgRg no AR Esp 391.555/MS, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 14.4.2015, D Je 20.4.2015). 3. No caso concreto, a relação jurídica entre as partes não é de consumo, e não há justificativa plausível para propor a ação no foro de Brasília, logo, deve ser mantida a decisão que declinou da competência para o local de residência da parte autora. 4. Agravo de Instrumento conhecido e não provido. Unânime. Alega-se violação dos artigos 53, III, "a", e 516 do Código de Processo Civil sob o argumento de que é legítima a escolha do foro do domicílio do réu para a liquidação de sentença coletiva, ainda que haja relação de consumo. Assim delimitada a controvérsia, passo a decidir. A recorrente ajuizou o pedido de liquidação de sentença coletiva no foro de Brasília, DF, por ser esse o domicílio da sede do agravado. O Tribunal local, todavia, entendendo não haver justificativa para a escolha feita pela autora, declinou da competência para o foro de domicílio da autora. Esta Corte tem, de fato, entendimento de que não cabe a escolha aleatória do foro, mas não é aleatório, todavia, o domicílio da sede de réu. A saber: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS DECORRENTES DE DANO AMBIENTAL. COMPETÊNCIA. ALEATORIEDADE NA ESCOLHA. VEDAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. O acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que é vedada a escolha aleatória de foro que não seja nem o do domicílio do consumidor, nem o do réu, tampouco o de eleição ou mesmo o do local de cumprimento da obrigação, incidindo, dessa forma, a Súmula n. 83/STJ. 2. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 2.635.867/SE, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 16/9/2024, DJe de 18/9/2024.) Em face do exposto, conheço do recurso especial e a ele dou provimento para manter o foro escolhido pela autora, haja vista não se tratar de escolha aleatória. Intimem-se. EMENTA