HC 1033430 - DECISAO
Não conheceu-se do habeas corpus por ser usado como sucedâneo de recurso próprio, mas, reconhecida flagrante ilegalidade, concedeu-se a ordem de ofício: a aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 para impor exame criminológico em prejuízo do apenado não é admitida, e a determinação do exame com base apenas em gravidade abstrata, reincidência ou tempo restante de pena é fundamentação inidônea; determinou-se que o Juízo da execução aprecie o pedido de livramento condicional dispensando o exame criminológico, salvo motivo idôneo superveniente.
- Parties
- Paciente: ELISSON ANDRADE; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Impetrante/defesa: DEFENSORIA PÚBLICA; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 October 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão (habeas Corpus Não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; concedida a ordem de ofício para que o Juízo da execução aprecie o pedido de livramento condicional dispensando o exame criminológico, salvo se sobrevier motivo idôneo.
- Legal Topics
- Livramento Condicional, Exame Criminológico, Retroatividade De Lei Penal Mais Gravosa, Requisitos Subjetivos Na Execução Penal, Súmula 439 STJ
Case Brief
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Parties
ELISSON ANDRADE
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Autoridade Coatora
DEFENSORIA PÚBLICA
Impetrante/defesa
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (habeas Corpus Não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
Legal Issues
- 1 Admissibilidade do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
- 2 Ilegalidade da exigência do exame criminológico para concessão de livramento condicional
- 3 Retroatividade da Lei n. 14.843/2024 e novatio legis in pejus
Ratio Decidendi
Não conheceu-se do habeas corpus por ser usado como sucedâneo de recurso próprio, mas, reconhecida flagrante ilegalidade, concedeu-se a ordem de ofício: a aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 para impor exame criminológico em prejuízo do apenado não é admitida, e a determinação do exame com base apenas em gravidade abstrata, reincidência ou tempo restante de pena é fundamentação inidônea; determinou-se que o Juízo da execução aprecie o pedido de livramento condicional dispensando o exame criminológico, salvo motivo idôneo superveniente.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; concedida a ordem de ofício para que o Juízo da execução aprecie o pedido de livramento condicional dispensando o exame criminológico, salvo se sobrevier motivo idôneo.
Orders
- Determinar que o Juízo da execução aprecie o pedido de livramento condicional dispensando o exame criminológico, salvo motivo idôneo
- Comunicar, com urgência, o Tribunal de origem e o Juízo singular
Full Case Text
Judgment text and source record
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