AREsp 2624565 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não demonstrou a inaplicabilidade do óbice apontado pelo Tribunal de origem (em especial a Súmula 5/STJ) e, assim, não refutou todos os fundamentos que justificaram a inadmissão do recurso especial, nos termos de precedentes do STJ, justificando a decisão de não...
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- Parties
- Autor/agravante: ANDRE SIMOES BENTO MATHEUS; Ré/agravada: SANDRA REGINA DE ARAUJO; Denunciada: LUCAS MARTINS DA SILVA - ME (INVEST FORTE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial (originating From Ação De Cobrança De Aluguéis E Encargos De Locação) / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial (art. 932, Iii, Cpc)
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC.
- Legal Topics
- Locação Residencial, Cobrança De Aluguéis, Recurso Especial, Agravo Em Recurso Especial, Inadmissão De Recurso, Súmulas
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Parties
ANDRE SIMOES BENTO MATHEUS
Autor/agravante
SANDRA REGINA DE ARAUJO
Ré/agravada
LUCAS MARTINS DA SILVA - ME (INVEST FORTE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS)
Denunciada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial (originating From Ação De Cobrança De Aluguéis E Encargos De Locação) / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial (art. 932, Iii, Cpc)
Legal Issues
- 1 Inadmissibilidade do recurso especial por incidência de súmulas e por não demonstração da inaplicabilidade da Súmula 5/STJ
- 2 Obrigação do recorrente de refutar todos os fundamentos que levaram à inadmissão pelo Tribunal de origem
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não demonstrou a inaplicabilidade do óbice apontado pelo Tribunal de origem (em especial a Súmula 5/STJ) e, assim, não refutou todos os fundamentos que justificaram a inadmissão do recurso especial, nos termos de precedentes do STJ, justificando a decisão de não conhecimento com fundamento no art. 932, III, do CPC.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC.
Orders
- NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC.
- Deixo de majorar os honorários arbitrados em favor da parte recorrida, observados os limites dos parágrafos 2º e 3º do art. 85 do CPC.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Examina-se agravo em recurso especial interposto por ANDRE SIMOES BENTO MATHEUS, contra decisão que inadmitiu recurso especial, fundamentado no art. 105, inciso III, da Constituição Federal. Agravo em recurso especial interposto em: 06/02/2024. Concluso ao gabinete em: 03/06/2024. Ação: de cobrança de aluguéis e encargos de locação, ajuizada pelo ora agravante, em face de SANDRA REGINA DE ARAUJO, ora agravada. Sentença: julgou parcialmente procedentes os pedidos da ação principal, condenando "a ré a pagar ao autor tão somente os valores referentes às taxas de luz e água vencidas e não pagas até a efetiva desocupação do imóvel, bem como o material e mão de obra para os reparos no imóvel apontados em vistoria final pelo menor orçamento. Todos os valores já pagos pela autora a título de aluguéis deverão ser abatidos do saldo devedor trazido com a inicial" (e-STJ fls. 489/490). Em relação à reconvenção, julgou-a parcialmente procedente "para condenar o autor, em caráter solidário com a administradora/denunciada, a restituir à ré, de forma simples, o valor correspondente a 11 meses e 14 dias de aluguel. No entanto, deste valor deverá ser abatido R$ 4.800,00, valor que a imobiliária/denunciada entregou à requerida para efetuar a caução de novo contrato locatício com terceiros" (e-STJ fl. 490). Ademais, julgou parcialmente procedentes os pedidos da "lide secundária, para condenar a ré denunciada LUCAS MARTINS DA SILVA - ME (INVEST FORTE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS) a restituir à ré denunciante, em caráter solidário com o autor, de forma simples, o valor correspondente a 11 meses e 14 dias de aluguel. No entanto, deste valor deverá ser abatido R$ 4.800,00, montante que a imobiliária/denunciada entregou à denunciante para que esta efetuasse o pagamento da caução de novo contrato locatício com terceiros". Acórdão: negou provimento às apelações interpostas pelo agravante e pela agravada, nos termos da seguinte ementa (e-STJ fl. 570): "Apelação Cível. Locação Residencial. O uso pacífico do imóvel locado não foi garantido durante o período da locação, seja por culpa do autor ou da administradora da locação por ele escolhida. Não é possível exigir da locatária multa pelo descumprimento parcial do contrato relacionado à devolução do imóvel. O autor confiou à ré-denunciada a administração do contrato, especialmente o recebimento dos pagamentos, tornando-a parte legítima, solidariamente responsável, para efetuar a devolução dos valores pagos a mais pela ré-denunciante. A locatária não sofreu danos morais devido ao descumprimento do acordo pela administradora da locação e subsequente desocupação do imóvel. Sentença mantida. Recurso desprovido." Decisão de admissibilidade do TJ/SP: inadmitiu o recurso especial, em razão da: i) incidência da Súmula 284/STF; ii) incidência da Súmula 5/STJ; iii) incidência da Súmula 7/STJ; iv) incidência da Súmula 518/STJ. Agravo em recurso especial: nas razões do presente recurso, a parte agravante sustenta que: (i) teria indicado ofensa ao art. 264 do CC; (ii) teria indicado a Súmula 214/STJ apenas por analogia; (iii) não deveria incidir o óbice da Súmula 7/STJ, tendo em vista que não buscaria o reexame, mas, sim, a revaloração das provas constantes nos autos. RELATADO O PROCESSO, DECIDE-SE. Ao analisar o agravo em recurso especial interposto, verifica-se que a parte agravante não demonstrou a inaplicabilidade do seguinte óbice: i) incidência da Súmula 5/STJ. Com efeito, para que o recurso especial seja analisado por esta Corte Superior, o recorrente deve refutar todos os fundamentos que levaram a inadmissão pelo Tribunal de origem. Nesse sentido: AgInt no AREsp 2.292.265/SP, 3ª Turma, DJe de 18/8/2023, e AgInt no AREsp 2.335.547/SP, 4ªTurma, DJe de 11/10/2023. Forte nessas razões, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC. Observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do artigo 85 do CPC, deixo de majorar os honorários arbitrados em favor da parte recorrida, porque já fixados no limite legal máximo. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar a condenação ao pagamento das penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA