AREsp 1869589 - DECISAO
Rejeitaram-se os embargos por inexistirem omissão, obscuridade, contradição ou erro material; preenchidos os requisitos do novo CPC e do Enunciado Administrativo n.º 7/STJ, a majoração dos honorários recursais foi correta, consistindo em 15% sobre o montante já arbitrado, e advertiu-se sobre multa de 2% por embargos...
Source-derived case information.
- Parties
- Embargante: RAFAEL ANTUNES VIANNA MENDONCA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 August 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Julgamento Dos Embargos De Declaração
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados.
- Legal Topics
- Majoração De Honorários Recursais, Embargos De Declaração, Inadmissão De Recurso Especial, Enunciado Administrativo N.º 7/stj, Multa Por Embargos Protelatórios, Art. 85, § 11, Do CPC, Art. 1.026, § 2º
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Parties
RAFAEL ANTUNES VIANNA MENDONCA
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Julgamento Dos Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 Interpretação da majoração dos honorários recursais (se 15% sobre o montante já arbitrado ou 15% sobre 11% resultando em 12,65%)
- 2 Aplicabilidade do art. 85, § 11, do novo CPC em razão da data de publicação da decisão (Enunciado Administrativo n.º 7/STJ)
- 3 Possibilidade de acolhimento dos embargos de declaração por obscuridade, contradição, omissão ou erro material
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos por inexistirem omissão, obscuridade, contradição ou erro material; preenchidos os requisitos do novo CPC e do Enunciado Administrativo n.º 7/STJ, a majoração dos honorários recursais foi correta, consistindo em 15% sobre o montante já arbitrado, e advertiu-se sobre multa de 2% por embargos protelatórios.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados.
Orders
- Rejeito os embargos de declaração.
- Advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por RAFAEL ANTUNES VIANNA MENDONCA em face da decisão que não conheceu do agravo em razão da ausência de impugnação dos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial. Em suas razões, sustenta a parte embargante, em síntese, que resta obscuro se "a majoração determinada por esta Presidência importa na majoração da fixação anterior de 11% para 15% ou se importa na majoração de 15% sobre os 11% fixados anteriormente (o que resultaria em 12,65%)" (fl. 272). A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. Decido. Os embargos não comportam acolhimento. O novo Código de Processo Civil, ao prever o instituto da majoração dos honorários advocatícios em razão do julgamento de recurso, condicionou sua aplicação, aos processos cíveis, desde que haja prévia fixação de honorários pela instância a quo. Ademais, conforme dicção do Enunciado Administrativo n.º 7 deste Superior Tribunal de Justiça, "somente nos recursos interpostos contra decisão publicada a partir de 18 de março de 2016, será possível o arbitramento de honorários sucumbenciais recursais, na forma do art. 85, § 11, do novo CPC". No presente caso, tendo em vista que estão preenchidos os requisitos acima delineados, correta a majoração dos honorários recursais. Ressalte-se que os honorários recursais foram majorados em desfavor da parte agravante no importe de 15% sobre o montante já arbitrado. Não se trata de somar as porcentagens ou substituir uma pela outra. Os honorários sucumbenciais fixados nas instâncias ordinárias servirão apenas como base de cálculo sobre a qual incidirão os 15% ora majorados. Assim, não há qualquer irregularidade sanável por meio dos presentes embargos, porquanto toda a matéria posta a apreciação desta Corte foi julgada, não padecendo a decisão embargada dos vícios que autorizariam a sua oposição (obscuridade, contradição, omissão ou erro material). Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e advirto a parte embargante sobre a reiteração deste expediente, sob pena de pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos versando sobre o mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do Código de Processo Civil). Publique-se. Intimem-se.