AREsp 1891966 - DECISAO

AREsp 1891966 - DECISAO

O agravo foi negado porque o Tribunal de origem reconheceu que a Resolução RDC 46/2009 proíbe comercialização, importação e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, mas não contém vedação ao porte para uso pessoal do bem apreendido; ausentes elementos de destinação comercial, a apreensão foi considerada ilegal e determinou-se a devolução. Além disso, a alegada violação de norma federal seria indireta e demandaria exame de atos normativos infralegais, providência vedada em Recurso Especial nos termos do art. 105, III, a, da Constituição Federal, razão pela qual o agravo não merece provimento.

Parties
Agravante: Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa; Impetrante: Impetrante
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
20 August 2021
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial (processo Originário: Mandado De Segurança) / Decisão Colegiada (agravo Negado Provimento)
Outcome
Nego provimento ao agravo.
Legal Topics
Mandado De Segurança, Regulação Sanitária, Resolução RDC 46/2009, Porte Para Uso Pessoal, Princípio Da Legalidade, Admissibilidade De Recurso Especial (art. 105, III, A, Cf), Importação Para Uso Pessoal

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Parties

Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa

Agravante

Impetrante

Impetrante

Procedural Posture

Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial (processo Originário: Mandado De Segurança) / Decisão Colegiada (agravo Negado Provimento)

  1. 1 Se o porte de cigarro eletrônico para uso pessoal se enquadra na proibição estabelecida pela Resolução RDC 46/2009
  2. 2 Se é admissível, em Recurso Especial, o exame de normas infralegais ou atos normativos sem vinculação direta a lei federal
  3. 3 Aplicação do Princípio da Legalidade Estrita na restrição de direitos individuais

Ratio Decidendi

O agravo foi negado porque o Tribunal de origem reconheceu que a Resolução RDC 46/2009 proíbe comercialização, importação e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, mas não contém vedação ao porte para uso pessoal do bem apreendido; ausentes elementos de destinação comercial, a apreensão foi considerada ilegal e determinou-se a devolução. Além disso, a alegada violação de norma federal seria indireta e demandaria exame de atos normativos infralegais, providência vedada em Recurso Especial nos termos do art. 105, III, a, da Constituição Federal, razão pela qual o agravo não merece provimento.

Court Disposition

Nego provimento ao agravo.

Orders

  • Nego provimento ao agravo.
  • Publique-se.