REsp 1269725 - DECISAO
O Tribunal manteve que a Lei nº 10.865/2004 validamente suprimiu o creditamento das despesas financeiras no regime não cumulativo do PIS e da COFINS, que a não cumulatividade dessas contribuições admite conformação legislativa e que, apesar da vedação introduzida, créditos relativos a ativo imobilizado não foram sujeitos à limitação temporal em razão de declaração de inconstitucionalidade do caput do art. 31; reconheceu-se, ademais, o direito à correção pela taxa SELIC dos créditos escriturais desde a data do óbice indevido até o trânsito em julgado quando há impedimento decorrente de norma inconstitucional ou resistência da Fazenda Pública.
- Parties
- Recorrente: SOBERANA INDÚSTRIA DE BALAS LTDA; Respondente: Delegado da Receita Federal do Brasil
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial (mandado De Segurança) / Julgamento Negado Provimento
- Outcome
- Negado provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Mandado De Segurança, Decadência, Compensação Tributária, PIS, COFINS, Créditos De Pis/cofins, Despesas Financeiras, Depreciação, Correção Monetária, SELIC, Inconstitucionalidade
Case Brief
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Parties
SOBERANA INDÚSTRIA DE BALAS LTDA
Recorrente
Delegado da Receita Federal do Brasil
Respondente
Procedural Posture
Recurso Especial (mandado De Segurança) / Julgamento Negado Provimento
Legal Issues
- 1 Aplicação do prazo decadencial de 120 dias do art. 31 da Lei nº 10.865/2004 a mandado de segurança preventivo
- 2 Admissibilidade do aproveitamento de créditos de PIS/COFINS sobre encargos de depreciação e sobre despesas financeiras de empréstimos e financiamentos
- 3 Validade da alteração promovida pela Lei nº 10.865/2004 ao art. 3º das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003
Ratio Decidendi
O Tribunal manteve que a Lei nº 10.865/2004 validamente suprimiu o creditamento das despesas financeiras no regime não cumulativo do PIS e da COFINS, que a não cumulatividade dessas contribuições admite conformação legislativa e que, apesar da vedação introduzida, créditos relativos a ativo imobilizado não foram sujeitos à limitação temporal em razão de declaração de inconstitucionalidade do caput do art. 31; reconheceu-se, ademais, o direito à correção pela taxa SELIC dos créditos escriturais desde a data do óbice indevido até o trânsito em julgado quando há impedimento decorrente de norma inconstitucional ou resistência da Fazenda Pública.
Court Disposition
Negado provimento ao recurso especial
Orders
- Com fundamento no art. 255, § 4º, II, do RISTJ, nego provimento ao recurso especial
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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