RMS 36312 - ACORDAO
O agravo interno foi improvido porque a prescrição reconhecida na esfera penal não implica automaticamente a prescrição administrativa; aplicam-se os prazos do art. 209 da Lei n. 6.123/1968 e a contagem foi interrompida pela instauração do inquérito, não havendo prescrição. Não houve comprovação de prejuízo à defesa em razão do prazo, razão pela qual não se declara nulidade do PAD (princípio pas de nullité sans grief). Ademais, não há prova pré-constituída de direito líquido e certo que permita a reforma em mandado de segurança, sendo inviável dilação probatória, e não se justificou a aplicação de multa ao agravo interno.
- Parties
- Agravante: EDSON VIEIRA DA SILVA; Agravado: ESTADO DE PERNAMBUCO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 October 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno Nos Embargos De Declaração No Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança Nº 36.312 PE (2011/0247738 0) / Decisão Da Primeira Turma Agravo Interno Improvido
- Outcome
- Agravo Interno improvido
- Legal Topics
- Mandado De Segurança, Processo Administrativo Disciplinar, Prescrição, Ampla Defesa, Contraditório, Pas De Nullité Sans Grief, Prova Pré Constituída, Delação Probatória, Multa Processual (art. 1.021, § 4º Cpc/2015)
Case Brief
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Parties
EDSON VIEIRA DA SILVA
Agravante
ESTADO DE PERNAMBUCO
Agravado
Procedural Posture
Agravo Interno Nos Embargos De Declaração No Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança Nº 36.312 PE (2011/0247738 0) / Decisão Da Primeira Turma Agravo Interno Improvido
Legal Issues
- 1 Incidência da prescrição penal sobre a pretensão punitiva administrativa
- 2 Excesso de prazo no PAD e possibilidade de nulidade apenas mediante demonstração de prejuízo (pas de nullité sans grief)
- 3 Limites do controle pelo mandado de segurança e exigência de prova pré-constituída
Ratio Decidendi
O agravo interno foi improvido porque a prescrição reconhecida na esfera penal não implica automaticamente a prescrição administrativa; aplicam-se os prazos do art. 209 da Lei n. 6.123/1968 e a contagem foi interrompida pela instauração do inquérito, não havendo prescrição. Não houve comprovação de prejuízo à defesa em razão do prazo, razão pela qual não se declara nulidade do PAD (princípio pas de nullité sans grief). Ademais, não há prova pré-constituída de direito líquido e certo que permita a reforma em mandado de segurança, sendo inviável dilação probatória, e não se justificou a aplicação de multa ao agravo interno.
Court Disposition
Agravo Interno improvido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Não aplicar multa ao Agravante por ausência de manifesta inadmissibilidade ou improcedência (art. 1.021, § 4º do CPC/2015)
Full Case Text
Judgment text and source record
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