REsp 2136217 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem corretamente entendeu que o art. 24 da Lei nº 11.457/2007 disciplina apenas o prazo para a prolação da decisão administrativa, que já foi atendida, e que o Poder Judiciário não deve determinar, via mandado de segurança, a imediata execução das etapas administrativas subsequentes, sob pena de violação da separação de poderes; além disso, não há ofensa aos dispositivos processuais invocados quanto à fundamentação do acórdão recorrido.
- Parties
- Recorrente/impetrante: LEANDRO ZANDONADI BRANDAO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 May 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial (origem: Mandado De Segurança) / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão Final)
- Outcome
- CONHEÇO PARCIALMENTE do recurso especial e, nessa extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO.
- Legal Topics
- Mandado De Segurança, Restituição/compensação De Crédito Tributário, Prazo Para Prolação Da Decisão Administrativa (art. 24 Lei Nº 11.457/2007), Separação De Poderes, Razoável Duração Do Processo, Intervenção Judicial Na Implementação De Decisões Administrativas
Case Brief
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Parties
LEANDRO ZANDONADI BRANDAO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
Recorrente/impetrante
Procedural Posture
Recurso Especial (origem: Mandado De Segurança) / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão Final)
Legal Issues
- 1 Se o prazo de 360 dias previsto no art. 24 da Lei nº 11.457/2007 abrange apenas a prolação da decisão administrativa ou também a implementação/instransposição das medidas de restituição/compensação.
- 2 Se é cabível o Poder Judiciário determinar a imediata conclusão das etapas posteriores à decisão administrativa, sob pena de violação dos princípios da separação de poderes e da razoável duração do processo.
- 3 Se houve omissão/violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 na fundamentação do acórdão recorrido.
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem corretamente entendeu que o art. 24 da Lei nº 11.457/2007 disciplina apenas o prazo para a prolação da decisão administrativa, que já foi atendida, e que o Poder Judiciário não deve determinar, via mandado de segurança, a imediata execução das etapas administrativas subsequentes, sob pena de violação da separação de poderes; além disso, não há ofensa aos dispositivos processuais invocados quanto à fundamentação do acórdão recorrido.
Court Disposition
CONHEÇO PARCIALMENTE do recurso especial e, nessa extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO.
Orders
- Conheço parcialmente do recurso especial
- Nego provimento ao recurso especial
Full Case Text
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