REsp 2178422 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso especial porque a Corte de origem adotou entendimento consolidado de que a ausência de intimação do Ministério Público não gera nulidade automática senão havendo demonstração de efetivo prejuízo, e porque a discussão sobre a autonomia didático-científica da universidade e a obrigatoriedade ou não do procedimento simplificado envolve matéria constitucional própria do Supremo Tribunal Federal, sendo, ademais, aplicável jurisprudência predominante e precedentes (incluindo IAC n.51) que justificaram manter a sentença que concedeu a segurança em razão de consolidação da situação fática e teoria do fato consumado.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO TOCANTINS; Impetrante/recorrida: Recorrida; Impetrada/coatora: REITORA DA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE GURUPI (UNIRG)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 December 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial (originado Em Mandado De Segurança) / Decisão De Mérito Recurso Especial Negado Provimento
- Outcome
- Nego provimento ao Recurso Especial interposto pelo Ministério Público do Estado do Tocantins.
- Legal Topics
- Mandado De Segurança, Revalidação De Diploma, Autonomia Didático Científica, Intervenção Do Ministério Público, Teoria Do Fato Consumado, Nulidade Por Ausência De Intimação Do Ministério Público
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO TOCANTINS
Recorrente
Recorrida
Impetrante/recorrida
REITORA DA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE GURUPI (UNIRG)
Impetrada/coatora
Procedural Posture
Recurso Especial (originado Em Mandado De Segurança) / Decisão De Mérito Recurso Especial Negado Provimento
Legal Issues
- 1 Se a ausência de intimação/intervenção do Ministério Público em primeiro grau enseja nulidade do julgamento
- 2 Se a Instituição de Ensino Superior pode ser compelida a adotar procedimento simplificado de revalidação de diploma estrangeiro diante da autonomia didático-científica
- 3 Aplicabilidade da teoria do fato consumado diante de liminar e decurso temporal
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso especial porque a Corte de origem adotou entendimento consolidado de que a ausência de intimação do Ministério Público não gera nulidade automática senão havendo demonstração de efetivo prejuízo, e porque a discussão sobre a autonomia didático-científica da universidade e a obrigatoriedade ou não do procedimento simplificado envolve matéria constitucional própria do Supremo Tribunal Federal, sendo, ademais, aplicável jurisprudência predominante e precedentes (incluindo IAC n.51) que justificaram manter a sentença que concedeu a segurança em razão de consolidação da situação fática e teoria do fato consumado.
Court Disposition
Nego provimento ao Recurso Especial interposto pelo Ministério Público do Estado do Tocantins.
Orders
- Publique-se e intimem-se.
- Sem fixação dos honorários recursais, nos termos do art. 85, § 11 do Código de Processo Civil e art. 25 da Lei do Mandado de Segurança.
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