REsp 1778426 - DECISAO

REsp 1778426 - DECISAO

O STJ manteve o entendimento de que o Tribunal de Contas possuía legitimidade para figurar no polo passivo por se tratar de ato complexo cuja participação foi decisiva para o implemento do ato administrativo; concluiu que a ausência de citação do IPM não gerou prejuízo, pois a procuradoria do IPM reconheceu a invalidez e opinou pelo deferimento e será o IPM quem suportará a despesa; entendeu ainda que o reexame do momento da invalidez exigiria revolvimento de provas vedado pela Súmula 7, e, por fim, conheceu parcialmente do recurso especial apenas para excluir a multa imposta com base no art. 538, parágrafo único, do CPC/1973, em razão do intuito de prequestionamento (Súmula 98).

Parties
Recorrente: ESTADO DO CEARÁ; Impetrante: HILDO SILVA DAMASCENO; Autarquia Municipal/parte Interessada: Instituto de Previdência do Município de Fortaleza - IPM; Autoridade Coatora: Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
31 May 2021
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão No STJ
Outcome
Conhecido parcialmente do recurso especial e provido apenas para excluir a multa imposta com base no art. 538, parágrafo único, do CPC/1973; demais termos do acórdão mantidos.
Legal Topics
Mandado De Segurança, Legitimidade Passiva, Pensão Por Morte, Invalidez E Interdição, Multas Processuais, Súmula 7 STJ, Súmula 98 STJ

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 5 Authorities cited 19 Party arguments 2 Amounts and remedies 1
Sign in to unlock

Parties

ESTADO DO CEARÁ

Recorrente

HILDO SILVA DAMASCENO

Impetrante

Instituto de Previdência do Município de Fortaleza - IPM

Autarquia Municipal/parte Interessada

Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará

Autoridade Coatora

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão No STJ

  1. 1 ilegitimidade passiva da autoridade apontada como coatora
  2. 2 necessidade de citação do IPM como litisconsorte passivo
  3. 3 momento da invalidez para fins de concessão de pensão por morte

Ratio Decidendi

O STJ manteve o entendimento de que o Tribunal de Contas possuía legitimidade para figurar no polo passivo por se tratar de ato complexo cuja participação foi decisiva para o implemento do ato administrativo; concluiu que a ausência de citação do IPM não gerou prejuízo, pois a procuradoria do IPM reconheceu a invalidez e opinou pelo deferimento e será o IPM quem suportará a despesa; entendeu ainda que o reexame do momento da invalidez exigiria revolvimento de provas vedado pela Súmula 7, e, por fim, conheceu parcialmente do recurso especial apenas para excluir a multa imposta com base no art. 538, parágrafo único, do CPC/1973, em razão do intuito de prequestionamento (Súmula 98).

Court Disposition

Conhecido parcialmente do recurso especial e provido apenas para excluir a multa imposta com base no art. 538, parágrafo único, do CPC/1973; demais termos do acórdão mantidos.

Orders

  • Excluir a multa imposta com base no art. 538, parágrafo único, do CPC/1973.
  • Publique-se.