REsp 1893960 - DECISAO
O Tribunal decidiu, em conformidade com a jurisprudência dominante do STJ e com o tema repetitivo, que o ajuizamento do mandado de segurança coletivo interrompe a prescrição e que o termo inicial dos juros de mora da ação de cobrança fundada no mandado de segurança coletivo é a data da notificação da autoridade coatora no writ; aplicou-se, ainda, o art.1.042 do CPC/2015 para não conhecer do recurso especial da Fazenda e da SPPREV por estarem as matérias decididas conforme precedente repetitivo.
- Parties
- Recorrente: MARCOS MENDES DOS SANTOS E OUTROS; Agravante: FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Agravante: SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial E Agravo Em Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Provimento parcial: provimento do recurso especial dos autores para fixar o termo inicial dos juros de mora na data da notificação da autoridade coatora no writ coletivo; não conhecimento do recurso especial da Fazenda do Estado de São Paulo e da SPPREV.
- Legal Topics
- Mandado De Segurança Coletivo, Prescrição, Juros De Mora, Quinquênios E Sexta Parte, Legitimidade Ativa De Associação, Correção Monetária (ipca E), Cabimento Do Agravo Contra Decisão Fundada Em Precedente Repetitivo (art.1.042 Cpc/2015)
Case Brief
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Parties
MARCOS MENDES DOS SANTOS E OUTROS
Recorrente
FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Agravante
SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV
Agravante
Procedural Posture
Recurso Especial E Agravo Em Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Se o ajuizamento de mandado de segurança coletivo interrompe a prescrição relativamente às parcelas pretéritas e como passa a correr o prazo após o trânsito em julgado
- 2 Qual o termo inicial dos juros de mora em ação de cobrança fundada em mandado de segurança coletivo
- 3 Se é necessária a comprovação de filiação para a legitimidade ativa da associação impetrante em mandado de segurança coletivo
Ratio Decidendi
O Tribunal decidiu, em conformidade com a jurisprudência dominante do STJ e com o tema repetitivo, que o ajuizamento do mandado de segurança coletivo interrompe a prescrição e que o termo inicial dos juros de mora da ação de cobrança fundada no mandado de segurança coletivo é a data da notificação da autoridade coatora no writ; aplicou-se, ainda, o art.1.042 do CPC/2015 para não conhecer do recurso especial da Fazenda e da SPPREV por estarem as matérias decididas conforme precedente repetitivo.
Court Disposition
Provimento parcial: provimento do recurso especial dos autores para fixar o termo inicial dos juros de mora na data da notificação da autoridade coatora no writ coletivo; não conhecimento do recurso especial da Fazenda do Estado de São Paulo e da SPPREV.
Orders
- Dar provimento ao recurso especial dos autores para fixar o termo inicial dos juros de mora na data da notificação da autoridade coatora no mandado de segurança coletivo
- Conhecer do agravo para não conhecer do recurso especial da Fazenda do Estado de São Paulo e da SPPREV (incidência do art.1.042 do CPC/2015)
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