REsp 1925490 - DECISAO

REsp 1925490 - DECISAO

O Tribunal reformou o acórdão recorrido ao reconhecer que, nos termos da jurisprudência do STJ, a notificação da autoridade coatora no mandado de segurança constitui o termo inicial dos juros de mora e interrompe a prescrição, e que a associação, na hipótese de mandado de segurança coletivo, exerce substituição processual sem necessidade de lista nominal, de modo que a decisão coletiva alcança associados cuja filiação tenha ocorrido após a impetração; ademais, determinou-se que os honorários sucumbenciais relativos à Fazenda Pública, no caso de título ilíquido, sejam arbitrados na fase de liquidação observando-se os parâmetros do art. 85, §§ 2º, 3º e 4º do CPC/2015.

Parties
Agravante: São Paulo Previdência; Agravante: Fazenda do Estado de São Paulo; Impetrante/autor: Associação dos Policiais Militares da Reserva, reformados, da Ativa e Pensionistas da Caixa Beneficente da Polícia Militar AIPOMESP; Recorrentes/recorridos Conforme Recurso: particulares (autores-associados)
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
18 March 2021
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial E Recurso Especial (decisão Sobre Acórdão Oriundo De Ação De Cobrança E Mandado De Segurança Coletivo) / Decisão Colegiada (segunda Turma Do Stj)
Outcome
Recurso Especial interposto pelos particulares provido; Agravo em Recurso Especial da Fazenda do Estado de São Paulo e da São Paulo Previdência não provido
Legal Topics
Mandado De Segurança Coletivo, Legitimidade Ativa De Associações, Prescrição Quinquenal, Termo Inicial Dos Juros De Mora, Honorários Advocatícios, Adicional De Local De Exercício (ale), Liquidação De Sentença

Case Brief

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Parties

São Paulo Previdência

Agravante

Fazenda do Estado de São Paulo

Agravante

Associação dos Policiais Militares da Reserva, reformados, da Ativa e Pensionistas da Caixa Beneficente da Polícia Militar AIPOMESP

Impetrante/autor

particulares (autores-associados)

Recorrentes/recorridos Conforme Recurso

Procedural Posture

Agravo Em Recurso Especial E Recurso Especial (decisão Sobre Acórdão Oriundo De Ação De Cobrança E Mandado De Segurança Coletivo) / Decisão Colegiada (segunda Turma Do Stj)

  1. 1 Se a filiação posterior à impetração do Mandado de Segurança coletivo impede a extensão dos efeitos da decisão coletiva aos associados
  2. 2 Qual o termo inicial dos juros de mora em ação de cobrança fundada em decisão proferida em mandado de segurança coletivo
  3. 3 Aplicabilidade da prescrição quinquenal às parcelas pretéritas

Ratio Decidendi

O Tribunal reformou o acórdão recorrido ao reconhecer que, nos termos da jurisprudência do STJ, a notificação da autoridade coatora no mandado de segurança constitui o termo inicial dos juros de mora e interrompe a prescrição, e que a associação, na hipótese de mandado de segurança coletivo, exerce substituição processual sem necessidade de lista nominal, de modo que a decisão coletiva alcança associados cuja filiação tenha ocorrido após a impetração; ademais, determinou-se que os honorários sucumbenciais relativos à Fazenda Pública, no caso de título ilíquido, sejam arbitrados na fase de liquidação observando-se os parâmetros do art. 85, §§ 2º, 3º e 4º do CPC/2015.

Court Disposition

Recurso Especial interposto pelos particulares provido; Agravo em Recurso Especial da Fazenda do Estado de São Paulo e da São Paulo Previdência não provido

Orders

  • Fixar como termo inicial dos juros de mora a data em que a autoridade coatora foi notificada no Mandado de Segurança Coletivo n. 0029622-82.2011.8.26.0053
  • Determinar que os honorários advocatícios de sucumbência sejam arbitrados na fase de liquidação do julgado, observando-se os parâmetros do art. 85, §§ 2º, 3º e 4º, do CPC/2015