REsp 2242140 - DECISAO

REsp 2242140 - DECISAO

O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial para reconhecer que, em observância às súmulas e precedentes do STF, notadamente a Súmula 271 e os Temas 831/1262, o mandado de segurança é inapto a produzir efeitos patrimoniais sobre valores devidos antes da impetração, de modo que a restituição desses valores via precatório ou RPV é indevida, devendo o contribuinte limitar-se à compensação administrativa para os valores pretéritos; manteve-se, contudo, o entendimento relativo à exclusão da Taxa Selic da base de IRPJ e CSLL quando a ação foi ajuizada antes do início do julgamento do RE 1.063.187 (Tema 962) e afastou-se a incidência sobre juros de depósitos judiciais...

Parties
Recorrente: Fazenda Nacional; Impetrante: parte autora/impetrante
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
26 November 2025
Procedural Posture
Recurso Especial (mandado De Segurança) / Julgamento Do Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
Legal Topics
Mandado De Segurança, Repetição De Indébito Tributário, Taxa Selic, IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, Precatório E RPV, Súmulas 269 E 271 STF, Temas De Repercussão Geral (tema 962, Tema 831, Tema 1262), Tema Repetitivo 504 STJ, Compensação Administrativa

Case Brief

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Parties

Fazenda Nacional

Recorrente

parte autora/impetrante

Impetrante

Procedural Posture

Recurso Especial (mandado De Segurança) / Julgamento Do Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 Incidência do IRPJ e da CSLL sobre a Taxa Selic na repetição de indébito tributário
  2. 2 Incidência de PIS e COFINS sobre a Taxa Selic na repetição de indébito
  3. 3 Natureza jurídica dos juros sobre depósitos judiciais e sua tributação

Ratio Decidendi

O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial para reconhecer que, em observância às súmulas e precedentes do STF, notadamente a Súmula 271 e os Temas 831/1262, o mandado de segurança é inapto a produzir efeitos patrimoniais sobre valores devidos antes da impetração, de modo que a restituição desses valores via precatório ou RPV é indevida, devendo o contribuinte limitar-se à compensação administrativa para os valores pretéritos; manteve-se, contudo, o entendimento relativo à exclusão da Taxa Selic da base de IRPJ e CSLL quando a ação foi ajuizada antes do início do julgamento do RE 1.063.187 (Tema 962) e afastou-se a incidência sobre juros de depósitos judiciais...