AREsp 2537410 - ACORDAO
O Tribunal manteve a conclusão do Tribunal de origem de que o negócio jurídico é válido, porquanto essa conclusão decorreu de convicção formada com base nos elementos fáticos dos autos (procuração outorgada com a mandante viva, contrato anterior, comprovação de pagamento e ausência de prova de má-fé da adquirente). Reconheceu-se que a morte da outorgante três dias antes da escritura não torna o negócio automaticamente nulo diante do disposto no art. 674 do CC e que o pedido de anulação implicaria reexame de fatos e provas, vedado na instância especial pela Súmula 7/STJ, motivo pelo qual negou-se provimento ao agravo interno.
- Parties
- Agravante: NILSON MINARI DE MENDONCA; Ré: Carla Gomes Madureira; Réu: Ademar Pereira de Freitas; Outorgante (falecida): Neide Minarine
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Sessão Virtual Julgamento Colegiado (terceira Turma)
- Outcome
- Agravo interno improvido; negar provimento ao agravo interno.
- Legal Topics
- Negócio Jurídico, Validade Do Negócio Jurídico, Reexame De Provas, Súmula 7/stj, Mandato E Efeitos Da Morte Do Mandante
Case Brief
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Parties
NILSON MINARI DE MENDONCA
Agravante
Carla Gomes Madureira
Ré
Ademar Pereira de Freitas
Réu
Neide Minarine
Outorgante (falecida)
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Sessão Virtual Julgamento Colegiado (terceira Turma)
Legal Issues
- 1 Validade do negócio jurídico celebrado por mandatário
- 2 Efeito da morte da outorgante sobre atos praticados pelo mandatário
- 3 Vedação ao reexame de fatos e provas na instância especial (Súmula 7/STJ)
Ratio Decidendi
O Tribunal manteve a conclusão do Tribunal de origem de que o negócio jurídico é válido, porquanto essa conclusão decorreu de convicção formada com base nos elementos fáticos dos autos (procuração outorgada com a mandante viva, contrato anterior, comprovação de pagamento e ausência de prova de má-fé da adquirente). Reconheceu-se que a morte da outorgante três dias antes da escritura não torna o negócio automaticamente nulo diante do disposto no art. 674 do CC e que o pedido de anulação implicaria reexame de fatos e provas, vedado na instância especial pela Súmula 7/STJ, motivo pelo qual negou-se provimento ao agravo interno.
Court Disposition
Agravo interno improvido; negar provimento ao agravo interno.
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
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