AREsp 2622619 - DECISAO

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No caso concreto, adotou-se a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do STJ de que, na relação comercial entre fornecedores e varejistas, descontos e bonificações configuram parcela redutora do custo de aquisição do varejista e não receita desse adquirente, de modo que não compõem a base de cálculo do PIS e da COFINS; assim, o Tribunal conheceu e deu provimento ao recurso especial para determiner que a autoridade se abstenha de exigir PIS/COFINS sobre as bonificações e assegurou o direito à compensação tributária no prazo prescricional, com incidência da taxa SELIC sobre valores indevidamente pagos.

Parties
Agravante / Impetrante / Recorrente: AUTO SERVIÇO FAE LTDA.; Autoridade Coatora: DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM VITÓRIA/ES; Respondente / Interessada: FAZENDA NACIONAL
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
13 March 2025
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Julgamento Do Agravo; Conhecimento E Provimento Do Recurso Especial; Decisão De Mérito Sobre Incidência De Pis/cofins
Outcome
Agravo conhecido e provido; Recurso especial conhecido e provido; Ordem concedida para determinar que a autoridade se abstenha de exigir PIS e COFINS sobre bonificações e assegurar o direito à compensação tributária, observada a incidência da taxa SELIC; custas ex lege; sem condenação de honorários advocatícios.
Legal Topics
PIS, COFINS, Bonificações, Descontos Incondicionais, Base De Cálculo, Compensação Tributária, Prequestionamento, Jurisprudência

Case Brief

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Parties

AUTO SERVIÇO FAE LTDA.

Agravante / Impetrante / Recorrente

DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM VITÓRIA/ES

Autoridade Coatora

FAZENDA NACIONAL

Respondente / Interessada

Procedural Posture

Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Julgamento Do Agravo; Conhecimento E Provimento Do Recurso Especial; Decisão De Mérito Sobre Incidência De Pis/cofins

  1. 1 Incidência da Contribuição ao PIS e da COFINS sobre bonificações recebidas pelo varejista
  2. 2 Caracterização de bonificações ou descontos como receita ou como redutor do custo de aquisição
  3. 3 Necessidade de prova de incondicionalidade das bonificações

Ratio Decidendi

No caso concreto, adotou-se a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do STJ de que, na relação comercial entre fornecedores e varejistas, descontos e bonificações configuram parcela redutora do custo de aquisição do varejista e não receita desse adquirente, de modo que não compõem a base de cálculo do PIS e da COFINS; assim, o Tribunal conheceu e deu provimento ao recurso especial para determiner que a autoridade se abstenha de exigir PIS/COFINS sobre as bonificações e assegurou o direito à compensação tributária no prazo prescricional, com incidência da taxa SELIC sobre valores indevidamente pagos.

Court Disposition

Agravo conhecido e provido; Recurso especial conhecido e provido; Ordem concedida para determinar que a autoridade se abstenha de exigir PIS e COFINS sobre bonificações e assegurar o direito à compensação tributária, observada a incidência da taxa SELIC; custas ex lege; sem condenação de honorários advocatícios.

Orders

  • Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial
  • Determino que a autoridade impetrada se abstenha de exigir a Contribuição para o PIS e para a COFINS sobre as bonificações