AREsp 2766916 - DECISAO
As comissões pagas aos correspondentes bancários não se qualificam como despesas de intermediação financeira dedutíveis da base de cálculo do PIS e da COFINS, por serem despesas administrativas derivadas da relação contratual entre a instituição financeira e o correspondente, não da operação de intermediação financeira entre a instituição e terceiros; não houve negativa de prestação jurisdicional na decisão recorrida; e a orientação jurisprudencial uniforme do STJ impõe a aplicação da Súmula 83, razão pela qual o agravo foi conhecido, o recurso especial conhecido parcialmente e negado provimento.
- Parties
- Agravante/recorrente: BANCO BNP PARIBAS BRASIL S.A.; Interveniente (parecer Pelo Desprovimento): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão De Inadmissão De Recurso Especial / Decidido (conhecimento Do Agravo E Conhecimento Parcial Do Recurso Especial; Negativa De Provimento)
- Outcome
- Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento.
- Legal Topics
- PIS, COFINS, Base De Cálculo, Correspondentes Bancários, Dedutibilidade De Despesas, Mandado De Segurança, Negativa De Prestação Jurisdicional, Súmulas Do STJ
Case Brief
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Parties
BANCO BNP PARIBAS BRASIL S.A.
Agravante/recorrente
Ministério Público Federal
Interveniente (parecer Pelo Desprovimento)
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão De Inadmissão De Recurso Especial / Decidido (conhecimento Do Agravo E Conhecimento Parcial Do Recurso Especial; Negativa De Provimento)
Legal Issues
- 1 Dedutibilidade das comissões pagas a correspondentes bancários da base de cálculo do PIS e da COFINS nos termos do art. 3º, §6º, I, 'a' da Lei 9.718/1998
- 2 Alegação de negativa de prestação jurisdicional (arts. 489, §1º, IV, e 1.022 do CPC)
- 3 Efeito da ausência de agências físicas sobre o enquadramento tributário das despesas com correspondentes bancários
Ratio Decidendi
As comissões pagas aos correspondentes bancários não se qualificam como despesas de intermediação financeira dedutíveis da base de cálculo do PIS e da COFINS, por serem despesas administrativas derivadas da relação contratual entre a instituição financeira e o correspondente, não da operação de intermediação financeira entre a instituição e terceiros; não houve negativa de prestação jurisdicional na decisão recorrida; e a orientação jurisprudencial uniforme do STJ impõe a aplicação da Súmula 83, razão pela qual o agravo foi conhecido, o recurso especial conhecido parcialmente e negado provimento.
Court Disposition
Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento.
Orders
- Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento.
- Sem arbitramento de honorários recursais, pois o recurso especial se origina de mandado de segurança.
Full Case Text
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