REsp 2214301 - DECISAO

REsp 2214301 - DECISAO

Diante do entendimento firmado pelo STF no Tema 756 de que o legislador ordinário tem competência para disciplinar a não cumulatividade e da previsão legal inserida pelo art. 3º, §2º, III, das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003 pela Lei nº 14.592/2023, não há ilegalidade na disciplina que impede a apuração de créditos de PIS/COFINS sobre o montante correspondente ao ICMS incidente nas aquisições; assim, o processo foi afetado ao regime de recursos repetitivos, os feitos sobre a mesma controvérsia estão suspensos e os autos foram devolvidos ao tribunal de origem para que, após o julgamento do paradigma, seja negado seguimento ou promovido juízo de retratação conforme art. 1.040 do CPC/2015.

Parties
Agravante E Recorrente: MERIDIONAL TCS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ÓLEOS S.A.
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
25 June 2025
Procedural Posture
Agravo E Recurso Especial / Decisão De Afetação Ao Regime De Recursos Repetitivos E Determinação De Devolução Dos Autos À Corte De Origem Para Julgamento Do Paradigma E Eventual Juízo De Retratação
Outcome
Determino a devolução dos autos à Corte de origem para que, após publicação do acórdão a ser proferido no regime dos recursos repetitivos e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, seja negado seguimento ao recurso se a decisão coincidir com a orientação do STJ ou proceda ao juízo de retratação caso haja divergência
Legal Topics
PIS, COFINS, ICMS, IPI, Regime Não Cumulativo, Recursos Repetitivos, Tema 756 STF

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

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Parties

MERIDIONAL TCS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ÓLEOS S.A.

Agravante E Recorrente

Procedural Posture

Agravo E Recurso Especial / Decisão De Afetação Ao Regime De Recursos Repetitivos E Determinação De Devolução Dos Autos À Corte De Origem Para Julgamento Do Paradigma E Eventual Juízo De Retratação

  1. 1 possibilidade de apuração de créditos de PIS/COFINS em regime não cumulativo sobre o valor do ICMS incidente sobre a operação de aquisição
  2. 2 legalidade do art. 3º, §2º, III, das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, incluído pela Lei nº 14.592/2023
  3. 3 autonomia do legislador ordinário para disciplinar a não cumulatividade (Tema 756 STF)

Ratio Decidendi

Diante do entendimento firmado pelo STF no Tema 756 de que o legislador ordinário tem competência para disciplinar a não cumulatividade e da previsão legal inserida pelo art. 3º, §2º, III, das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003 pela Lei nº 14.592/2023, não há ilegalidade na disciplina que impede a apuração de créditos de PIS/COFINS sobre o montante correspondente ao ICMS incidente nas aquisições; assim, o processo foi afetado ao regime de recursos repetitivos, os feitos sobre a mesma controvérsia estão suspensos e os autos foram devolvidos ao tribunal de origem para que, após o julgamento do paradigma, seja negado seguimento ou promovido juízo de retratação conforme art. 1.040 do CPC/2015.

Court Disposition

Determino a devolução dos autos à Corte de origem para que, após publicação do acórdão a ser proferido no regime dos recursos repetitivos e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, seja negado seguimento ao recurso se a decisão coincidir com a orientação do STJ ou proceda ao juízo de retratação caso haja divergência

Orders

  • Devolução dos autos à Corte de origem com baixa
  • Suspensão do processamento de todos os processos judiciais pendentes, individuais ou coletivos, em primeiro e segundo graus e no STJ, que versem sobre a questão controvertida