REsp 2118776 - DECISAO

REsp 2118776 - DECISAO

Por força da jurisprudência pacífica do STJ, os valores decorrentes da aplicação da taxa Selic na restituição/repetição de indébito integram a receita da pessoa jurídica e devem compor a base de cálculo do PIS e da COFINS; a decisão do STF no Tema 962, que afasta a incidência do IRPJ e da CSLL sobre a Selic por entendê-la como dano emergente, não modifica essa conclusão, porque o conceito de renda (IRPJ) é distinto e mais restrito que o conceito de receita (PIS/COFINS). Assim, é legítima a incidência de PIS e COFINS sobre a SELIC agregada aos valores objeto de restituição administrativa/repetição de indébito.

Parties
Recorrente: FAZENDA NACIONAL
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
14 February 2024
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Provimento Pelo Superior Tribunal De Justiça
Outcome
Dou provimento ao recurso especial para reconhecer como legítima a incidência de PIS e COFINS sobre a SELIC agregada aos valores objeto de restituição administrativa/repetição de indébito.
Legal Topics
PIS, COFINS, IRPJ, CSLL, Repetição De Indébito, Taxa SELIC, Base De Cálculo, Tema 962 (stf), Modulação De Efeitos

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 4 Authorities cited 21 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

FAZENDA NACIONAL

Recorrente

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão De Provimento Pelo Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 Incidência do PIS e da COFINS sobre a parcela correspondente à Taxa SELIC (juros moratórios e correção monetária) recebida em repetição de indébito tributário
  2. 2 Efeito da tese do STF no Tema 962 (inconstitucionalidade da incidência do IRPJ e CSLL sobre valores da Taxa SELIC) sobre a incidência das contribuições PIS/COFINS
  3. 3 Distinção entre conceitos de renda (IRPJ/CSLL) e receita (PIS/COFINS)

Ratio Decidendi

Por força da jurisprudência pacífica do STJ, os valores decorrentes da aplicação da taxa Selic na restituição/repetição de indébito integram a receita da pessoa jurídica e devem compor a base de cálculo do PIS e da COFINS; a decisão do STF no Tema 962, que afasta a incidência do IRPJ e da CSLL sobre a Selic por entendê-la como dano emergente, não modifica essa conclusão, porque o conceito de renda (IRPJ) é distinto e mais restrito que o conceito de receita (PIS/COFINS). Assim, é legítima a incidência de PIS e COFINS sobre a SELIC agregada aos valores objeto de restituição administrativa/repetição de indébito.

Court Disposition

Dou provimento ao recurso especial para reconhecer como legítima a incidência de PIS e COFINS sobre a SELIC agregada aos valores objeto de restituição administrativa/repetição de indébito.

Orders

  • Dou provimento ao recurso especial para reconhecer como legítima a incidência de PIS e COFINS sobre a SELIC agregada aos valores objeto de restituição administrativa/repetição de indébito.
  • Publique-se.