REsp 2245106 - DECISAO

REsp 2245106 - DECISAO

O Tribunal conheceu parcialmente do recurso especial e negou-lhe provimento porque a matéria decisória repousa em fundamentos constitucionais e em tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal (Tema 207) segundo a qual as imunidades são aplicáveis a empresas optantes pelo Simples Nacional; assim, não cabia ao STJ revisar esse entendimento constitucional consolidado pelo STF. Mantiveram-se, portanto, as conclusões do Tribunal de origem quanto à inexistência de relação jurídico-tributária e à não incidência do PIS e da COFINS sobre as receitas das vendas realizadas na ZFM por empresa optante do Simples, bem como os consectários relativos à restituição observando o regime de precatórios.

Parties
Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Recorrido: RCC MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS HIDRÁULICOS LTDA. - ME
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
24 December 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecido Em Parte E Negado Provimento (decisão Do Stj)
Outcome
Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento
Legal Topics
PIS, COFINS, Zona Franca De Manaus, Simples Nacional, Imunidade Tributária, Restituição Administrativa, Precatórios, Honorários Advocatícios

Case Brief

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Parties

FAZENDA NACIONAL

Recorrente

RCC MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS HIDRÁULICOS LTDA. - ME

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Conhecido Em Parte E Negado Provimento (decisão Do Stj)

  1. 1 Incidência do PIS e da COFINS sobre receitas de vendas realizadas dentro da Zona Franca de Manaus
  2. 2 Aplicabilidade da imunidade prevista no art. 4º do Decreto-Lei nº 288/1967 a empresas optantes pelo Simples Nacional
  3. 3 Possibilidade de compensação administrativa do indébito versus necessidade de inscrição em precatórios para restituição

Ratio Decidendi

O Tribunal conheceu parcialmente do recurso especial e negou-lhe provimento porque a matéria decisória repousa em fundamentos constitucionais e em tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal (Tema 207) segundo a qual as imunidades são aplicáveis a empresas optantes pelo Simples Nacional; assim, não cabia ao STJ revisar esse entendimento constitucional consolidado pelo STF. Mantiveram-se, portanto, as conclusões do Tribunal de origem quanto à inexistência de relação jurídico-tributária e à não incidência do PIS e da COFINS sobre as receitas das vendas realizadas na ZFM por empresa optante do Simples, bem como os consectários relativos à restituição observando o regime de precatórios.

Court Disposition

Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento

Orders

  • Caso exista prévia fixação de honorários de advogado pelas instâncias de origem, determino a majoração dessa verba, em desfavor da parte recorrente, no importe de 10% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo