REsp 1937931 - ACORDAO
O Tribunal, mantendo a jurisprudência consolidada em recursos repetitivos (notadamente REsp. n. 1.138.695/SC e REsp. n. 1.089.720/RS), decidiu que a base de cálculo do PIS e da COFINS é a Receita Bruta, a qual abrange tanto receitas financeiras quanto lucro operacional; portanto, os juros SELIC incidentes na restituição de indébito tributário ou em depósitos judiciais integram a base tributável do PIS/COFINS. Todavia, reconheceu-se a omissão quanto à possibilidade de pagamento via precatório, razão pela qual foi acolhido o pedido específico para reconhecer como legítima a forma de pagamento por precatório, e, no mais, manteve-se a decisão por seus fundamentos.
- Parties
- Agravante: CONTRIBUINTES; Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Recorrente: PARTICULAR
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 October 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (acórdão)
- Outcome
- Agravo interno parcialmente provido
- Legal Topics
- Pis/pasep, COFINS, Base De Cálculo, Juros SELIC, Repetição De Indébito Tributário, Precatório, Compensação Tributária, Recursos Repetitivos
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
CONTRIBUINTES
Agravante
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
PARTICULAR
Recorrente
Procedural Posture
Agravo Interno Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (acórdão)
Legal Issues
- 1 Incidência do PIS e da COFINS sobre os juros SELIC incidentes na restituição de indébito tributário e sobre depósitos judiciais
- 2 Possibilidade de recebimento do indébito via precatório
- 3 Classificação contábil dos juros (Receitas Financeiras vs Lucro Operacional) e seus efeitos sobre a base de cálculo do PIS/COFINS
Ratio Decidendi
O Tribunal, mantendo a jurisprudência consolidada em recursos repetitivos (notadamente REsp. n. 1.138.695/SC e REsp. n. 1.089.720/RS), decidiu que a base de cálculo do PIS e da COFINS é a Receita Bruta, a qual abrange tanto receitas financeiras quanto lucro operacional; portanto, os juros SELIC incidentes na restituição de indébito tributário ou em depósitos judiciais integram a base tributável do PIS/COFINS. Todavia, reconheceu-se a omissão quanto à possibilidade de pagamento via precatório, razão pela qual foi acolhido o pedido específico para reconhecer como legítima a forma de pagamento por precatório, e, no mais, manteve-se a decisão por seus fundamentos.
Court Disposition
Agravo interno parcialmente provido
Orders
- Dar parcial provimento ao agravo interno
- Reconhecer a forma de pagamento via precatório como legítima
Full Case Text
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