REsp 2057779 - ACORDAO
Por se tratar de medicamentos injetáveis cuja administração subcutânea ou intravenosa pressupõe supervisão de profissional habilitado, eles não se qualificam como de uso domiciliar nos termos do art. 10, VI, da Lei 9.656/1998; diante do contrato que prevê cobertura para planejamento familiar e da jurisprudência de que a escolha terapêutica cabe ao médico assistente, a negativa de cobertura fundada apenas na alegada natureza domiciliar ou na ausência no rol da ANS é abusiva, devendo ser restabelecido o acórdão de segunda instância e negado provimento ao recurso especial da operadora.
- Parties
- Operadora Do Plano De Saúde / Recorrente: AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Sessão Virtual De 22/04/2025 a 28/04/2025 Julgamento Do Agravo Interno Sobre Recurso Especial
- Outcome
- Agravo interno provido para reconsiderar a decisão agravada e, em novo julgamento, negar provimento ao recurso especial de AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A., restabelecendo o acórdão de segunda instância.
- Legal Topics
- Plano De Saúde, Obrigação De Fazer, Fornecimento De Medicamentos Injetáveis, Medicação De Uso Domiciliar, Negativa De Cobertura, Planejamento Familiar
Case Brief
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Parties
AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A.
Operadora Do Plano De Saúde / Recorrente
Procedural Posture
Agravo Interno / Sessão Virtual De 22/04/2025 a 28/04/2025 Julgamento Do Agravo Interno Sobre Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se os medicamentos Enoxaparina (Clexane 40 mg) e Intralipid se qualificam como de uso domiciliar para fins de exclusão de cobertura pelo plano de saúde.
- 2 Se a negativa de cobertura viola normas consumeristas e contratuais aplicáveis à assistência médica suplementar.
Ratio Decidendi
Por se tratar de medicamentos injetáveis cuja administração subcutânea ou intravenosa pressupõe supervisão de profissional habilitado, eles não se qualificam como de uso domiciliar nos termos do art. 10, VI, da Lei 9.656/1998; diante do contrato que prevê cobertura para planejamento familiar e da jurisprudência de que a escolha terapêutica cabe ao médico assistente, a negativa de cobertura fundada apenas na alegada natureza domiciliar ou na ausência no rol da ANS é abusiva, devendo ser restabelecido o acórdão de segunda instância e negado provimento ao recurso especial da operadora.
Court Disposition
Agravo interno provido para reconsiderar a decisão agravada e, em novo julgamento, negar provimento ao recurso especial de AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A., restabelecendo o acórdão de segunda instância.
Orders
- Agravo interno provido para reconsiderar a decisão agravada.
- Negado provimento ao recurso especial de AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A.
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