REsp 2155349 - ACORDAO
A negativa de cobertura da EMT fundada apenas na ausência do procedimento no rol da ANS é abusiva quando há indicação de médico especialista e respaldo científico (Resolução CFM nº 1.986/2012); a Lei nº 14.454/2022 mitiga a taxatividade do rol da ANS, impondo a cobertura quando comprovada eficácia ou recomendação técnica; a autonomia do médico para ajustar periodicidade e quantidade de sessões é compatível com a efetividade do tratamento; e a recusa de cobertura enseja ato ilícito e dever de reembolso, sendo vedado o reexame probatório no recurso especial.
- Parties
- Recorrente: UNIMED CUIABÁ COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 December 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Decisão Colegiada (terceira Turma, Sessão Virtual 09/12/2025 a 15/12/2025)
- Outcome
- Recurso especial conhecido em parte e, na parte conhecida, improvido.
- Legal Topics
- Plano De Saúde, Cobertura De Procedimentos Não Previstos No Rol Da ANS, Estimulação Magnética Transcraniana (emt), Taxatividade Mitigada Do Rol Da ANS, Danos Materiais, Nulidade Por Condenação Genérica E Pro Futuro
Case Brief
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Parties
UNIMED CUIABÁ COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Decisão Colegiada (terceira Turma, Sessão Virtual 09/12/2025 a 15/12/2025)
Legal Issues
- 1 Se a operadora de plano de saúde pode recusar cobertura de EMT com base na ausência de previsão no rol da ANS
- 2 Se a determinação de que periodicidade e quantidade de sessões possam ser alteradas por solicitação médica, sem nova intimação judicial, configura nulidade parcial por condenação genérica e pro futuro
- 3 Se a negativa de cobertura configura exercício regular de direito, afastando dever de indenizar por danos materiais
Ratio Decidendi
A negativa de cobertura da EMT fundada apenas na ausência do procedimento no rol da ANS é abusiva quando há indicação de médico especialista e respaldo científico (Resolução CFM nº 1.986/2012); a Lei nº 14.454/2022 mitiga a taxatividade do rol da ANS, impondo a cobertura quando comprovada eficácia ou recomendação técnica; a autonomia do médico para ajustar periodicidade e quantidade de sessões é compatível com a efetividade do tratamento; e a recusa de cobertura enseja ato ilícito e dever de reembolso, sendo vedado o reexame probatório no recurso especial.
Court Disposition
Recurso especial conhecido em parte e, na parte conhecida, improvido.
Orders
- Recurso especial conhecido em parte e, na parte conhecida, improvido.
- Manter o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso.
Full Case Text
Judgment text and source record
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