REsp 2225524 - ACORDAO
O Tribunal concluiu que a negativa de cobertura do Ocrelizumabe foi abusiva porque o medicamento estava incluído na RN-ANS nº 465/2021 como de cobertura obrigatória para esclerose múltipla, havia prescrição médica fundamentada e o rol da ANS tem natureza não taxativa (fortalecida pela Lei 14.454/2022); assim, a operadora não poderia recusar o custeio com base apenas na ausência de parecer técnico externo e a sentença de primeiro grau que condenou ao custeio e ao pagamento de danos morais foi restabelecida.
- Parties
- Autora/recorrente: Pâmela Gabrielle Sakata; Ré/recorrida: operadora de plano de saúde
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 April 2026
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Colegiado Pela Quarta Turma Recurso Provido Para Restabelecer Sentença De Primeiro Grau
- Outcome
- Recurso especial conhecido e provido para restabelecer a sentença de primeiro grau
- Legal Topics
- Plano De Saúde, Fornecimento De Medicamento, Esclerose Múltipla, Ocrelizumabe, Rol Da ANS Natureza Não Taxativa, Prescrição Médica, Abusividade Da Recusa, RN ANS 465/2021
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Pâmela Gabrielle Sakata
Autora/recorrente
operadora de plano de saúde
Ré/recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Colegiado Pela Quarta Turma Recurso Provido Para Restabelecer Sentença De Primeiro Grau
Legal Issues
- 1 É abusiva a recusa de cobertura do medicamento Ocrelizumabe prescrito para tratamento de esclerose múltipla?
- 2 A inclusão do Ocrelizumabe na RN-ANS nº 465/2021 impõe a obrigatoriedade de custeio pelo plano de saúde?
- 3 A ausência de parecer de órgão técnico externo (ex.: NAT-JUS) afasta a obrigatoriedade de cobertura?
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que a negativa de cobertura do Ocrelizumabe foi abusiva porque o medicamento estava incluído na RN-ANS nº 465/2021 como de cobertura obrigatória para esclerose múltipla, havia prescrição médica fundamentada e o rol da ANS tem natureza não taxativa (fortalecida pela Lei 14.454/2022); assim, a operadora não poderia recusar o custeio com base apenas na ausência de parecer técnico externo e a sentença de primeiro grau que condenou ao custeio e ao pagamento de danos morais foi restabelecida.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e provido para restabelecer a sentença de primeiro grau
Orders
- Dar provimento ao recurso especial
- Restabelecer a sentença de primeiro grau que condenou a ré a autorizar e custear o tratamento com Ocrelizumabe 600 mg a cada 6 meses
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment