REsp 2164372 - ACORDAO
Conquanto a RN da ANS autorize a exclusão na perda de vínculo, aqui o vínculo jamais existiu, mas o plano foi cumprido por ambas as partes por mais de dois anos e o beneficiário agiu de boa-fé; a operadora obteve vantagem econômica e tinha o dever de verificar elegibilidade, respondendo nos termos do art. 14 do CDC; assim, a fraude do terceiro não exime a operadora da obrigação de notificar previamente o usuário de boa-fé antes de excluir ou suspender a assistência, devendo manter-se o plano até a formal resilição com comunicação prévia nos termos contratuais.
- Parties
- Autor/recorrente: EGIDIO DANTAS DA GAMA; Réu/recorrida: BRADESCO SAUDE S/A; Réu/recorrida: VANPER CONSULTORIA E COBRANCA LTDA; Réu/recorrida: WORLD MED ADMINISTRADORA DE BENEFICIOS EM SAUDE SUPLEMENTAR LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 December 2025
- Procedural Posture
- Ação De Obrigação De Fazer C/c Compensação Por Dano Moral / Recurso Especial Conhecido E Provido
- Outcome
- Recurso especial conhecido e provido; recurso provido para determinar a manutenção do plano até formal resilição com comunicação prévia do beneficiário.
- Legal Topics
- Plano De Saúde Coletivo, Fraude Na Contratação, Resilição Unilateral, Notificação Prévia Ao Beneficiário, Responsabilidade Da Operadora, Dano Moral
Case Brief
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Parties
EGIDIO DANTAS DA GAMA
Autor/recorrente
BRADESCO SAUDE S/A
Réu/recorrida
VANPER CONSULTORIA E COBRANCA LTDA
Réu/recorrida
WORLD MED ADMINISTRADORA DE BENEFICIOS EM SAUDE SUPLEMENTAR LTDA
Réu/recorrida
Procedural Posture
Ação De Obrigação De Fazer C/c Compensação Por Dano Moral / Recurso Especial Conhecido E Provido
Legal Issues
- 1 Necessidade de prévia notificação do beneficiário para resilição unilateral do contrato de plano de saúde coletivo empresarial após fraude do estipulante
- 2 Responsabilidade da operadora perante o consumidor por falha na prestação de serviço e verificação de elegibilidade
Ratio Decidendi
Conquanto a RN da ANS autorize a exclusão na perda de vínculo, aqui o vínculo jamais existiu, mas o plano foi cumprido por ambas as partes por mais de dois anos e o beneficiário agiu de boa-fé; a operadora obteve vantagem econômica e tinha o dever de verificar elegibilidade, respondendo nos termos do art. 14 do CDC; assim, a fraude do terceiro não exime a operadora da obrigação de notificar previamente o usuário de boa-fé antes de excluir ou suspender a assistência, devendo manter-se o plano até a formal resilição com comunicação prévia nos termos contratuais.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e provido; recurso provido para determinar a manutenção do plano até formal resilição com comunicação prévia do beneficiário.
Orders
- Determinar a manutenção do plano de saúde até que seja formalmente resilido o contrato, com a devida comunicação prévia do beneficiário (cláusula 12.2.2.1).
Full Case Text
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