REsp 2218461 - ACORDAO

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O acórdão recorrido deixou de considerar a vulnerabilidade do consumidor em contratos coletivos com poucos beneficiários e a ausência de comprovação, por parte da operadora, da legalidade e da base atuarial dos reajustes exigidos, bem como da demonstração do aumento real de preço em cada intervalo conforme RN n. 63/2003 e a jurisprudência (Tema 952/STJ); diante da falha probatória e da configuração de 'falso coletivo', restabeleceu-se a sentença de primeira instância que declarou nulos os reajustes e determinou restituição dos valores pagos a maior, com correção e juros.

Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
25 September 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento (acórdão)
Outcome
Recurso especial provido
Legal Topics
Planos De Saúde Coletivos, Reajuste Por Sinistralidade, Reajuste Por Faixa Etária, Falso Coletivo, Tema 952/stj, RN N. 63/2003 (ans), Ônus Da Prova Da Base Atuarial, Variação Acumulada

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Procedural Posture

Recurso Especial / Julgamento (acórdão)

  1. 1 Validade de reajustes por sinistralidade e faixa etária em contrato de plano de saúde coletivo com reduzido número de beneficiários
  2. 2 Aplicabilidade do Tema 952/STJ a planos coletivos e caracterização de 'falso coletivo'
  3. 3 Ônus da prova quanto à demonstração da base atuarial do reajuste

Ratio Decidendi

O acórdão recorrido deixou de considerar a vulnerabilidade do consumidor em contratos coletivos com poucos beneficiários e a ausência de comprovação, por parte da operadora, da legalidade e da base atuarial dos reajustes exigidos, bem como da demonstração do aumento real de preço em cada intervalo conforme RN n. 63/2003 e a jurisprudência (Tema 952/STJ); diante da falha probatória e da configuração de 'falso coletivo', restabeleceu-se a sentença de primeira instância que declarou nulos os reajustes e determinou restituição dos valores pagos a maior, com correção e juros.

Court Disposition

Recurso especial provido

Orders

  • Restabelecer a sentença de primeiro grau que declarou nulos os reajustes aplicados por sinistralidade (138,96%) e por faixa etária (65%)
  • Condenar a operadora de saúde à devolução integral dos valores pagos a maior, a serem apurados em cumprimento de sentença, corrigidos e acrescidos de juros desde a citação