HC 1029323 - DECISAO
Indeferiu-se liminarmente o habeas corpus por inadmissibilidade: o writ foi manejado como substitutivo de revisão criminal, não havendo julgamento de mérito no STJ passível de revisão; o impetrante não indicou hipóteses do art. 621 do CPP; e não se constatou ilegalidade flagrante quanto à fixação do regime fechado,...
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: Odair Jose Rosa; Autoridade Coatora: Juiz da 3ª Vara Criminal da comarca de Contagem/MG
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Petição Inicial Indeferida Liminarmente
- Outcome
- Petição inicial indeferida liminarmente
- Legal Topics
- Posse Ilegal De Arma De Fogo De Uso Restrito, Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Substitutivo De Revisão Criminal, Art. 621 Do CPP
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Odair Jose Rosa
Paciente
Juiz da 3ª Vara Criminal da comarca de Contagem/MG
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Petição Inicial Indeferida Liminarmente
Legal Issues
- 1 cabimento do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal
- 2 fundamentação do regime inicial fechado diante de pena superior a 4 anos e exasperação da pena-base
- 3 requisitos do art. 621 do CPP para revisão criminal
Ratio Decidendi
Indeferiu-se liminarmente o habeas corpus por inadmissibilidade: o writ foi manejado como substitutivo de revisão criminal, não havendo julgamento de mérito no STJ passível de revisão; o impetrante não indicou hipóteses do art. 621 do CPP; e não se constatou ilegalidade flagrante quanto à fixação do regime fechado, pois houve exasperação da pena-base e a condenação após apelação foi superior a 4 anos.
Court Disposition
Petição inicial indeferida liminarmente
Orders
- Indeferimento liminar da petição inicial (art. 210 do RISTJ)
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de Odair Jose Rosa, apontando-se como autoridade coatora o Juiz da 3ª Vara Criminal da comarca de Contagem/MG (Processo n. 0183713-05.2017.8.13.0079 - fls. 5/14). Narram os autos que o paciente foi condenado pelos arts. 12 e 16 da Lei n. 10.826/2003 à pena de 6 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão, em regime fechado. Em recurso de apelação, foi reconhecida a extinção da punibilidade em relação ao delito do art. 12, caput, da Lei n. 10.826/2003, reduzindo a condenação a 4 anos e 6 meses de reclusão, além do pagamento de 15 dias-multa, em regime fechado (fls. 6). O writ foi inicialmente impetrado no Tribunal estadual que, conforme decisão de fls. 45/47, declinou da competência para esta Corte. O impetrante sustenta que o paciente tem direito ao abrandamento do regime inicial de cumprimento de pena, considerando a pena aplicada e o fato de a gravidade em abstrato da conduta não constituir fundamentação idônea para a fixação do regime fechado. Requer, então, a concessão da ordem para estabelecer o regime semiaberto. É o relatório. Este writ é manifestamente inadmissível. Com efeito, o habeas corpus foi manejado como sucedâneo de revisão criminal e como não existe, neste Tribunal, julgamento de mérito passível de revisão em relação à condenação sofrida pelo paciente, é forçoso reconhecer a incompetência desta Corte Superior para o processamento do presente pedido. Sobre o tema, há precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, como por exemplo, AgRg no HC n. 561.185/SP, da minha relatoria, Sexta Turma, DJe 16/3/2020; AgRg no HC n. 459.677/RS, Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe 10/3/2020; HC n. 193.451, Relator p/ o acórdão Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 14/4/2021; e RHC n. 186.497 AgR, Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 7/12/2020. Ademais, consoante jurisprudência desta Corte Superior, o não cabimento do writ substitutivo de revisão criminal é corroborado quando o impetrante não indica que as razões de pedir estão previstas em alguma das hipóteses do art. 621 do CPP, como no presente caso (HC n. 829.748/GO, Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 11/12/2023). De toda maneira, inexiste ilegalidade flagrante que justifique a concessão de habeas corpus de ofício e a consequente superação dos óbices constatados. Com efeito, na hipótese, a pena-base foi fixada acima do mínimo legal e, conforme a jurisprudência desta Corte Superior, inexiste ilegalidade na fixação do regime inicial fechado quando há exasperação da pena-base em virtude de circunstância judicial desfavorável e a condenação excede 4 anos de reclusão (AgRg no HC n. 761.800/MS, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 4/10/2022). Ante o exposto, indefiro liminarmente a petição inicial (art. 210 do RISTJ). Publique-se. EMENTA PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. WRIT IMPETRADO CONTRA ACÓRDÃO TRANSITADO EM JULGADO. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. NÃO INAUGURADA A COMPETÊNCIA DO STJ. INADMISSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE SITUAÇÕES PREVISTAS NO ART. 621 DO CPP. SUPOSTA ILEGALIDADE NA FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. IMPROCEDÊNCIA. REGIME ADEQUADO. PENA SUPERIOR A 4 ANOS, CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL. CONSTRANGIMENTO ILEGAL MANIFESTO. AUSÊNCIA. Petição inicial indeferida liminarmente.