REsp 2169802 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que, mesmo tratando-se de plano na modalidade de autogestão, não pode prevalecer cláusula contratual que limite a cobertura de internação em caso de urgência a 12 horas quando a Lei n. 9.656/1998 estabelece carência máxima de 24 horas para casos de urgência/emergência; tal limitação é abusiva e contraria a boa-fé objetiva e a finalidade de proteção da vida e da saúde, devendo ser restabelecida a sentença que condenou a operadora a custear integralmente a internação e os procedimentos necessários.
- Parties
- Recorrente (autora): ANNA RITA FERREIRA MACHADO (menor), representada por ANNY FERREIRA MENDES MACHADO; Recorrida (operadora De Plano De Saúde): FUNDAFFEMG
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 October 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (provimento Do Recurso)
- Outcome
- Recurso especial provido; acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais reformado; restabelecida a sentença de primeiro grau que julgou procedente o pedido.
- Legal Topics
- Prazos De Carência Em Planos De Saúde, Urgência E Emergência, Autogestão De Plano De Saúde, Boa Fé Objetiva E Função Social Do Contrato, Cobertura De Internação Em UTI Neonatal
Case Brief
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Parties
ANNA RITA FERREIRA MACHADO (menor), representada por ANNY FERREIRA MENDES MACHADO
Recorrente (autora)
FUNDAFFEMG
Recorrida (operadora De Plano De Saúde)
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (provimento Do Recurso)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade dos prazos de carência em situações de urgência/ emergência
- 2 Possibilidade de recusa de cobertura por operadora em modalidade de autogestão com base em carência
- 3 Interpretação das normas da Lei n. 9.656/1998 quanto a carência de 24 horas para urgência
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que, mesmo tratando-se de plano na modalidade de autogestão, não pode prevalecer cláusula contratual que limite a cobertura de internação em caso de urgência a 12 horas quando a Lei n. 9.656/1998 estabelece carência máxima de 24 horas para casos de urgência/emergência; tal limitação é abusiva e contraria a boa-fé objetiva e a finalidade de proteção da vida e da saúde, devendo ser restabelecida a sentença que condenou a operadora a custear integralmente a internação e os procedimentos necessários.
Court Disposition
Recurso especial provido; acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais reformado; restabelecida a sentença de primeiro grau que julgou procedente o pedido.
Orders
- Condenar a FUNDAFFEMG a custear integralmente a internação em UTI neonatal e todos os procedimentos necessários ao tratamento da recorrente enquanto perdurar a necessidade.
- Condenar a parte recorrida ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, fixados em R$ 1.200,00.
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