REsp 1955047 - DECISAO
Não houve demonstração adequada, nos termos do art. 1.022 do CPC, de omissão que justificasse provimento do recurso especial. No mérito, a jurisprudência consolidada admite a legitimidade de associação para impetração de mandado de segurança coletivo sem apresentação de autorizações nominais, e reconhece que tal mandado interrompe a prescrição, que recomeça a correr pela metade a partir do trânsito em julgado; como a ação de cobrança foi proposta no prazo (lustro) relativo ao último ato interruptivo, não se configura prescrição. Ademais, aplica-se o entendimento do STF no RMS 25.841/DF quanto ao direito aos reflexos da PAE no período abril/1996 a abril/2001, observada a proporcionalidade...
- Parties
- Recorrente: UNIÃO; Recorrido: Autor; Associação Substituta Processual: ANAJUCLA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 October 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Final Conheço Em Parte E Nego Provimento
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Prescrição, Mandado De Segurança Coletivo, Parcela Autônoma De Equivalência (pae), Legitimidade De Associação Como Substituta Processual, Interrupção E Reinício Da Prescrição, Honorários Sucumbenciais
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
UNIÃO
Recorrente
Autor
Recorrido
ANAJUCLA
Associação Substituta Processual
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Final Conheço Em Parte E Nego Provimento
Legal Issues
- 1 se a atuação de associação em mandado de segurança coletivo alcança toda a categoria sem necessidade de autorização nominal
- 2 se o mandado de segurança coletivo interrompe a prescrição e como se dá o seu reinício (metade do prazo)
- 3 aplicação do entendimento do STF no RMS 25.841/DF quanto aos reflexos da PAE sobre proventos e remuneração
Ratio Decidendi
Não houve demonstração adequada, nos termos do art. 1.022 do CPC, de omissão que justificasse provimento do recurso especial. No mérito, a jurisprudência consolidada admite a legitimidade de associação para impetração de mandado de segurança coletivo sem apresentação de autorizações nominais, e reconhece que tal mandado interrompe a prescrição, que recomeça a correr pela metade a partir do trânsito em julgado; como a ação de cobrança foi proposta no prazo (lustro) relativo ao último ato interruptivo, não se configura prescrição. Ademais, aplica-se o entendimento do STF no RMS 25.841/DF quanto ao direito aos reflexos da PAE no período abril/1996 a abril/2001, observada a proporcionalidade...
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Deixo de fixar honorários recursais, por já terem sido arbitrados no limite legal.
Full Case Text
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