RHC 216421 - DECISAO
Conheceu-se parcialmente do habeas corpus e, na parte conhecida, negou-se provimento porque (i) a pretensão de reformar sentença penal transitada em julgado é inadequada via habeas corpus (deveria ser Revisão Criminal, art.621 CPP); (ii) a defesa não enfrentou os fundamentos do acórdão, incidindo o princípio da dialeticidade e impedindo o conhecimento do pedido de nulidade da citação por edital; e (iii) não ficou demonstrada a prescrição da pretensão executória, pois, calculada pela pena aplicada (4 anos e 6 meses), o prazo prescricional é de 12 anos e não transcorreu tal lapso entre os marcos interruptivos relevantes (arts.109 e 110 CP).
- Parties
- Paciente/impetrante: FRANCISCO DE ASSIS DE SENA MACHADO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais; Fiscal: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 July 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça: Conhecido Parcialmente Do Recurso E, Na Parte Conhecida, Negado Provimento
- Outcome
- Conheço parcialmente do recurso e, na parte conhecida, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Prescrição, Revisão Criminal, Citação Por Edital, Dosimetria Da Pena, Princípio Da Dialeticidade Recursal
Case Brief
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Parties
FRANCISCO DE ASSIS DE SENA MACHADO
Paciente/impetrante
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Fiscal
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça: Conhecido Parcialmente Do Recurso E, Na Parte Conhecida, Negado Provimento
Legal Issues
- 1 nulidade da citação por edital por suposta ausência de esgotamento de tentativas de localização
- 2 prescrição da pretensão punitiva/executória em relação ao crime tentado contra José Cergio Diniz
- 3 inadequação do habeas corpus para reforma de sentença transitada em julgado
Ratio Decidendi
Conheceu-se parcialmente do habeas corpus e, na parte conhecida, negou-se provimento porque (i) a pretensão de reformar sentença penal transitada em julgado é inadequada via habeas corpus (deveria ser Revisão Criminal, art.621 CPP); (ii) a defesa não enfrentou os fundamentos do acórdão, incidindo o princípio da dialeticidade e impedindo o conhecimento do pedido de nulidade da citação por edital; e (iii) não ficou demonstrada a prescrição da pretensão executória, pois, calculada pela pena aplicada (4 anos e 6 meses), o prazo prescricional é de 12 anos e não transcorreu tal lapso entre os marcos interruptivos relevantes (arts.109 e 110 CP).
Court Disposition
Conheço parcialmente do recurso e, na parte conhecida, nego-lhe provimento.
Orders
- Publique-se e intimem-se.
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