AREsp 2881829 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque não houve omissão apreciável nos termos dos arts. 489, §1º, e 1.022 do CPC; no mérito, o Tribunal de origem corretamente concluiu que a adesão ao parcelamento interrompeu o prazo prescricional e que a declaração de inconstitucionalidade com efeitos ex tunc restabeleceu os débitos, fazendo com que a prescrição só voltasse a correr após o julgamento das ADIs; como a notificação sobre o saldo residual ocorreu dentro do prazo quinquenal, não houve prescrição, e eventual alteração exigiria reexame probatório vedado por Súmula 7/STJ.
- Parties
- Agravante: Cooaleste Cooperativa Agrícola dos Produtores Rurais da Região Sul do Mato Grosso em Liquidação; Apelada/recorrida: Recorrida
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Denegatória De Admissibilidade De Recurso Especial / Decisão De Agravo No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Nego provimento ao agravo
- Legal Topics
- Prescrição, Parcelamento De Débitos (funeds), Efeito Da Declaração De Inconstitucionalidade (ex Tunc), Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
Cooaleste Cooperativa Agrícola dos Produtores Rurais da Região Sul do Mato Grosso em Liquidação
Agravante
Recorrida
Apelada/recorrida
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Denegatória De Admissibilidade De Recurso Especial / Decisão De Agravo No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 O efeito do parcelamento de débitos (Lei n. 9.481/2010 e Decreto n. 526/2011) na suspensão/interrupção do prazo prescricional
- 2 Consequência da declaração de inconstitucionalidade com efeitos ex tunc sobre a contagem do prazo prescricional
- 3 Ocorrência ou não da prescrição diante da notificação sobre o saldo residual dentro do período quinquenal
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque não houve omissão apreciável nos termos dos arts. 489, §1º, e 1.022 do CPC; no mérito, o Tribunal de origem corretamente concluiu que a adesão ao parcelamento interrompeu o prazo prescricional e que a declaração de inconstitucionalidade com efeitos ex tunc restabeleceu os débitos, fazendo com que a prescrição só voltasse a correr após o julgamento das ADIs; como a notificação sobre o saldo residual ocorreu dentro do prazo quinquenal, não houve prescrição, e eventual alteração exigiria reexame probatório vedado por Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo
- Publique-se.
Full Case Text
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