REsp 2202832 - DECISAO
O STJ concluiu que o simples peticionamento de execução formulado pelo INPI em janeiro de 2015 não foi suficiente para interromper o prazo prescricional ou decadencial iniciado com o trânsito em julgado em 23/03/2010, por não haver citação válida nem ato judicial que constituísse a recorrente em mora; assim, a pretensão ressarcitória do INPI foi alcançada pela decadência e pela prescrição do fundo de direito (aplicando-se, por isonomia, o art.1º do Decreto 20.910/1932), tornando inexigíveis os valores cobrados no Procedimento Administrativo n. 52402.007584/2020-77.
- Parties
- Recorrente: Maria do Amparo Costa Medeiros de Moura; Recorrido: Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 August 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, provido para reformar o acórdão recorrido e julgar procedente o pedido autoral, reconhecendo a inexigibilidade dos valores cobrados pelo INPI por meio do Procedimento Administrativo n. 52402.007584/2020-77
- Legal Topics
- Prescrição, Decadência, Ressarcimento Ao Erário, Procedimento Administrativo, Interrupção Da Prescrição, Prequestionamento
Case Brief
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Parties
Maria do Amparo Costa Medeiros de Moura
Recorrente
Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Se o peticionamento judicial do INPI em janeiro de 2015 interrompeu o prazo prescricional ou decadencial iniciado com o trânsito em julgado em 23/03/2010
- 2 Aplicabilidade do art. 54 da Lei 9.784/1999 (decadencial) e do art. 1º do Decreto 20.910/1932 por princípio da isonomia
- 3 Se a ausência de citação válida impede a interrupção da prescrição nos termos do art. 202 do Código Civil e art. 240 do CPC
Ratio Decidendi
O STJ concluiu que o simples peticionamento de execução formulado pelo INPI em janeiro de 2015 não foi suficiente para interromper o prazo prescricional ou decadencial iniciado com o trânsito em julgado em 23/03/2010, por não haver citação válida nem ato judicial que constituísse a recorrente em mora; assim, a pretensão ressarcitória do INPI foi alcançada pela decadência e pela prescrição do fundo de direito (aplicando-se, por isonomia, o art.1º do Decreto 20.910/1932), tornando inexigíveis os valores cobrados no Procedimento Administrativo n. 52402.007584/2020-77.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, provido para reformar o acórdão recorrido e julgar procedente o pedido autoral, reconhecendo a inexigibilidade dos valores cobrados pelo INPI por meio do Procedimento Administrativo n. 52402.007584/2020-77
Orders
- Custas na forma da lei
- Condenar o Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI ao pagamento de honorários advocatícios de sucumbência a serem arbitrados nos termos do art.85, §§3º e 4º, II, do CPC
Full Case Text
Judgment text and source record
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